29 de março, de 2019 | 07:00
Melhorias no presídio de Coronel Fabriciano serão inauguradas em abril
O projeto é financiamento com recursos repassados pela Justiça da Comarca de Coronel Fabriciano. O presídio ainda terá outras melhorias, em breve
O Presídio de Coronel Fabriciano passa por uma série de obras, que serão inauguradas no dia 10 de abril. O bloco para os detentos do regime semiaberto foi ampliado e também foi construído um pátio específico. Além disso, o pátio do regime fechado foi coberto com grades, telas e parcialmente por telhas. O projeto é financiamento com recursos repassados pela Justiça da Comarca de Coronel Fabriciano. O presídio ainda terá outras melhorias, em breve.
O diretor da unidade prisional, João Batista Ferreira, explicou ao Diário do Aço os objetivos de cada melhoria feita. O pavilhão do semiaberto é pequeno, não comporta todos os 115 detentos nesta condição. Ao todo, cinquenta detentos do regime semiaberto serão remanejados para as novas celas, e assim faremos a separação completa destes presos. Também fizemos o gradeamento e cobertura com telhas, para proteger as visitas nos dias de chuva ou sol intenso, além de impossibilitar fuga de detentos ou recebimento de objetos lançados do lado de fora do presídio. Com este mesmo orçamento conseguimos consertar três viaturas que estavam paradas, temos uma demanda alta de transporte dentro do Vale do Aço e para outras regiões”, detalha João.
Trabalho
O diretor do presídio acrescentou que as novas instalações foram custeadas com verba proveniente da Vara de Execuções Penais da Comarca de Coronel Fabriciano. Ele ainda destaca que a maior parte da mão de obra é dos próprios encarcerados. Recebemos uma quantia em torno de R$ 180 mil da Justiça no fim de 2018. Podemos dizer que 95% da mão de obra utilizada nesta obra foram dos detentos. Isso gera benefícios para o estado, pois economiza no gasto com mão de obra, beneficia o presídio e os servidores, com a construção de novos equipamentos e o preso, pois a cada três dias trabalhados reduz um dia na pena”, destaca João Batista.
João salienta ainda que diversos detentos possuíam profissões e que são aproveitados dentro da unidade. Muitos aqui era pedreiros, serralheiros, eletricistas, mecânicos. Antes de parar no presídio, eles atuavam no mercado de trabalho. Assim, o preso que manifesta o desejo de trabalhar passa em uma triagem na Comissão Técnica de Classificação, definindo se o detento tem o perfil necessário e para qual função. Inclusive iremos montar uma marcenaria e uma serralheria, que já funcionam de modo precário”.
Separação
Segundo o diretor do presídio, a Justiça orienta que os detentos que estão em diferentes regimes sejam mantidos presos separadamente por diferentes motivos.
Se uma cela der problema, é complicado apurar todos os fatos. Então, o preso do semiaberto, quase no momento de voltar para a rua, corre o risco de tomar uma falta grave por estar no mesmo ambiente ou, às vezes, outro preso o obriga a confirmar a autoria de algum crime. Além disso, um novo provimento do Supremo Tribunal Federal define que quem está em uma pena menos gravosa não pode cumprir junto ao que está com a pena mais gravosa”, informa João Batista.
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Visitante
29 de março, 2019 | 09:08Só temos a agradecer a Deus por ter colocado essa nova direção no Presídio.
Só temos a ganhar com as melhorias que esses diretores estão fazendo pra ajudar não só os familiares, mas os presos e agentes.
Quem falar mal dessa direção é porque estão a fim de bagunçar e não pagar a cadeia de boa.”