Campanha no Dia Mundial do Rim alerta cidadãos para a insuficiência renal

A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) realizou a ação educativa na Praça 1º de Maio, em Ipatinga, na quinta-feira (14), marcada como Dia Mundial do Rim

As doenças nos rins começam de modo brando e sem apresentar sintomas, mas podem levar a graves complicações e até mesmo à insuficiência renal por completo. A forma principal de prevenção é a conscientização e realização de exames. A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) realizou a ação educativa na Praça 1º de Maio, em Ipatinga, na quinta-feira (14), marcada como Dia Mundial do Rim.
Wôlmer Ezequiel


José passou por transplante há 15 anos, mas para ele o melhor é a prevenção da doença

Segundo o nefrologista Aleysson Fabian Terra, por ser uma doença "silenciosa", é preciso fazer exames de rotina. O médico ainda ressalta que pacientes que possuem hipertensão e ou diabetes devem redobrar a atenção em relação aos rins.

"As duas principais doenças que causam insuficiência nos rins são hipertensão ou diabetes, seja ela qual for. Existem outras causas, mas são menos comuns. O grande problema é que a insuficiência na fase inicial não tem sintoma. O paciente deixa de ter o diagnóstico na fase inicial. Por isso, é importante ter um acompanhamento regular da saúde, em especial aqueles que têm estas doenças e históricos de insuficiência na família", pontua Aleysson.

O especialista afirma que sintomas provenientes da perda de função dos rins surgem quando a doença já está em estágio avançado. "O sintoma é um achado muito tardio. Nesta fase, o paciente apresenta enjoo, vômito e falta de apetite, que são próprios da elevação de algumas substâncias no sangue, como a ureia e creatinina. Há também sintomas de complicação da doença renal, como anemia, apatia, inchaço na perna e nas pálpebras. Mas o ideal é o paciente ter diagnóstico precoce feito por exames laboratoriais", informa Aleysson.

Elzi parou alguns minutos na tenda para aferir a pressão e ter mais informações a respeito da insuficiência renal

A aposentada Elzi possui o exemplo dentro de casa de insuficiência renal e, por isso, mantém a rotina de prevenção. "Achei muito interessante esta campanha aqui na praça. Muita gente pode ter problemas nos rins e nem saber disso. Meu marido tem os rins comprometidos por conta da demora do diagnóstico. Eu tenho hipertensão e diabetes e, por isso, sempre faço os exames que detectam se está tudo normal com os rins. Os testes nunca mostraram nada, mas preciso ficar atenta".

Tratamento

A insuficiência renal é tratada em seu estado mais avançado com a hemodiálise ou com a diálise peritoneal, processos de depuração do sangue. De acordo com dados da FSFX, o Hospital Márcio Cunha realizou 64.144 sessões de hemodiálise. No momento, 94 pacientes estão em tratamento de diálise peritoneal.

Em 2018, 32 transplantes foram feitos na Unidade de Transplante e Captação de Órgãos do HMC. Nesta semana, a unidade alcançou a marca de 500 transplantes desde o seu credenciamento como centro de captação de rins, em 1987. Contudo, nem todo paciente com insuficiência renal pode passar pelo procedimento de transplante, como afirma o nefrologista Aleysson Terra.

"É preciso muito cuidado para encaminhar o paciente para o transplante. Nós analisamos a condição de saúde do paciente como um todo antes de indicar este procedimento. Se o paciente estiver apto, aí é feita uma triagem para encontrar um doador compatível e outras especificidades", detalha o médico.

Há 15 anos, José Alaércio Vitor, de 42 anos, de Belo Oriente, passou por um transplante de rim bem-sucedido. Ele explica que vive uma vida normal, mas com restrições. Para José o melhor é a prevenção.

"Eu tinha uma vida normal, não tinha hipertensão, nem diabetes, comia de tudo, jogava bola. Meu corpo começou a inchar muito e foi detectada a insuficiência renal em estágio avançado. Fiz oito meses de hemodiálise e o médico indicou o transplante. Minha irmã foi a doadora, tivemos 100% de compatibilidade. Desde então, tenho uma vida normal, mas com restrições, não posso fazer atividades pesadas e preciso manter uma dieta mais balanceada. Há 15 anos vivo bem com o rim transplantado, mas acredito que o melhor é a prevenção, fazer os exames periodicamente e ter uma alimentação equilibrada", aconselha José.

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