Adolescente confessa que matou avó em condomínio em BH

Vítima era viúva de um coronel da reserva da Polícia Militar e autora confessa usou cartões da avó para pagar despesas pessoais

Reprodução


Mulher de 57 anos estava desaparecida, filha foi à residência ver o que ocorria e encontrou a mãe morta há mais de dois meses, esfaqueada pela própria neta

Uma adolescente de 17 anos foi apreendida nessa terça-feira (5), em Belo Horizonte, autora confessa da morte da avó, de 57 anos. Ela escondeu o corpo por cerca de dois meses. O corpo da vítima somente foi encontrado segunda-feira (4), na casa onde vivia, em um condomínio de luxo no bairro Copacabana, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Menos de 24 horas depois a menor de idade confessou o assassinato, que segundo ela foi praticado em janeiro, e o corpo ocultado em seguida. A avó criava a adolescente, que a chamava de mãe. A vítima, Elizabeth Martins Augusto de Amorim, era viúva de um coronel da reserva da Polícia Militar e recebia uma pensão mensal de aproximadamente R$ 30 mil.

Desde a localização do corpo a polícia fazia buscas da jovem, considerada até então, suspeita. A adolescente acabou localizada na casa de um tio materno, no bairro Fernão Dias, onde se escondia e aguardava para viajar para outra cidade.

À Polícia Militar a jovem disse que chegou tarde de uma festa e brigou com a avó. A menor de idade alega que foi agredida e, para se defender, teria pegado uma faca e desferido três golpes na barriga da mulher, que caiu. Em seguida, ela enrolou o corpo da avó no lençol da cama e lacrou o quarto com lona e fitas para evitar que o mau cheiro saísse.

O crime bárbaro foi descoberto na tarde de segunda-feira depois que uma filha, de 32 anos, mãe da adolescente suspeita, conseguir acessar a casa, localizada no interior do condomínio Villa Borghese, e encontrar o corpo de Elizabeth Martins em avançado estado de decomposição.

Aos policiais, a filha contou que há algum tempo vinha tentando contato com a mãe, sem sucesso. Assustada com a ausência, ela resolveu ir até a casa e, como não achou ninguém, acionou um chaveiro.

A polícia já sabe que após matar a avó, a jovem de 17 anos passou a responder mensagens de familiares que recebia via aplicativos do telefone da vítima. O objetivo era fazer parecer que estava tudo bem, para não levantar a suspeita sobre a morte.

Mesmo depois da morte, a adolescente chegou a dar festas na casa, palco do crime macabro. A mais recente foi há 15 dias, quando recebeu vários jovens amigos dela, conforme relato de vizinhos. Além de usar o telefone celular da avó assassinada, cartões bancários da vítima foram utilizados para compras diversas.

A PM encaminhou a adolescente para a Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), que abriu inquérito para apurar a versão apresentada pela menor de idade.

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