28 de fevereiro, de 2019 | 16:10
Gaeco denuncia dez por fraudes em Belo Oriente
Irregularidades em licitações foram denunciadas em nova fase da Operação Perfídia; esquema pode ter desviado mais de R$ 3,4 milhões
Arquivo DA
Denúncia afirma que diversas licitações realizadas na Prefeitura de Belo Oriente eram manipuladas
Denúncia afirma que diversas licitações realizadas na Prefeitura de Belo Oriente eram manipuladasO Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), composto pelo Ministério Público de Minas Gerais e as Polícias Militar e Civil, apresentou à Justiça de Açucena uma nova denúncia da Operação Perfídia, que investiga atos ilícitos realizados na administração do ex-prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves. Desta vez, a denúncia é referente às fraudes em processos licitatórios feitos entre 2013 e 2016.
Nas primeiras fases da operação, o Gaeco comprovou o esquema de funcionários fantasmas. De acordo com a nova denúncia, durante as investigações foi descoberto o esquema fraudulento nos processos licitatórios. Os autos dão conta de que Pietro Chaves e Walmir Moreira Lage, consultor contábil contratado pelo Poder Executivo, comandavam a organização criminosa.
No início da gestão de Pietro, em 2013, Walmir foi contratado como consultor e passou a interferir na formulação dos editais de licitação para favorecer as suas empresas, Lage & Lage Consultoria e Construtora Morais & Lage. As fraudes ainda eram realizadas com a colaboração de mais sete servidores públicos municipais de Belo Oriente, além do filho de Walmir.
Entre os servidores públicos denunciados estão funcionários que compunham a comissão de licitação, bem como os responsáveis pelo setor de Licitação, Registro de Preços e Compras e Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão.
A denúncia destaca que em quatro licitações fraudadas os desvios com os contratos somam R$ 3.428.016,00. Um dos contratos, assinado entre a administração de Belo Oriente e a Construtora Morais & Lage, é referente a um serviço de consultoria para implantação do programa de gestão energética. Contudo, o mesmo levantamento já havia sido realizado por servidores do Executivo.
O documento encaminhado à Justiça ainda ressalta que toda a movimentação fraudulenta era realizada com o conhecimento e aval do então prefeito Pietro Chaves.
Fases anteriores
A Operação Perfídia foi deflagrada pelo Gaeco no dia 6 de dezembro de 2016, com o objetivo de desmontar o esquema criminoso de desvios de dinheiro público realizado na folha de pagamento da Prefeitura de Belo Oriente, com o uso, inclusive de funcionários fantasmas. Pessoas envolvidas foram presas preventivamente e outras denúncias foram oferecidas à Justiça de Açucena, comarca de jurisdição de Belo Oriente.
Na terceira fase da operação, quase 90 pessoas foram apontadas como beneficiadas pelo esquema criminoso. A estimativa é que o rombo com o pagamento aos servidores fantasmas ultrapasse R$ 1 milhão. No dia 8 de fevereiro de 2017, o ex-prefeito Pietro Chaves foi preso de modo preventivo.
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