Obras emergenciais do Aeroporto do Vale do Aço ainda sem data de início

Na sexta-feira (15) foram realizadas duas reuniões, uma em Ipatinga e outra em Belo Horizonte, na tentativa de solucionar o problema

Alex Ferreira/Arquivo DA


Ainda não há previsão da data de início do reparo paliativo no aeroporto

As medidas paliativas a serem adotadas para a reparação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Regional do Vale do Aço ainda estão sob análise do Governo de Minas Gerais. A Advocacia Geral do Estado (AGE) ainda não confirmou a possibilidade do DEER-MG assumir a obra de forma a permitir a volta dos voos comerciais, suspensos desde a semana passada sob a alegação de falta de segurança para operações de pousos e decolagens.

Na sexta-feira (15) foram realizadas duas reuniões, uma em Ipatinga e outra em Belo Horizonte, na tentativa de solucionar o problema. Desde o dia 14 deste mês, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras suspendeu por tempo indeterminado os voos que saem ou chegam ao aeroporto, localizado no município de Santana do Paraíso.

A empresa alega que a pista não está dentro das condições técnicas necessárias para a segurança das operações. Durante a reunião realizada em Ipatinga, a administradora do terminal, Cristiane Spínola, informou que a pista apresenta diversas ondulações, semelhantes a “quebra-molas”.

Em Belo Horizonte, o secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), Marco Aurélio Barcelos, esteve em reunião com deputados estaduais e federais envolvidos com o Vale do Aço, além de demais autoridades da região no início da noite de sexta-feira (15). O secretário explicou que o contrato do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG) passaria por análise jurídica para verificar a possibilidade da execução do reparo.

O secretário Marco Aurélio destacou que caso o DEER tenha respaldo jurídico da Advocacia Geral do Estado para realizar o serviço, as intervenções na pista do aeroporto iniciarão de imediato. O deputado estadual Celinho do Sinttrocel acredita que não haverá impedimentos. “Semelhante a esta reforma, foram feitos dois reparos na pista pelo DEER no governo passado”, destaca.

A prefeita de Santana do Paraíso, Luzia de Melo (PRB), ressaltou que a mobilização das autoridades locais continua. “Estamos articulados para irmos a Belo Horizonte caso não tenha uma definição nesta semana. Além disso, as lideranças locais estarão reunidas nesta terça-feira (19) no Ministério Público Federal”, afirma Luzia.

Até o fechamento desta edição, a Setop não havia recebido a resposta da AGE. A assessoria de comunicação da secretaria se limitou a informar ao Diário do Aço que uma nota seria enviada “mediante qualquer novidade”.

Outra medida para mitigar os danos causados pela paralisação dos voos comerciais da Azul no terminal do Vale do Aço, durante a reunião realizada pelo secretário da Setop, foi a ampliação no quadro de voos do programa Voe Minas, que opera aviões menores (Cessna Grand Caravan 208 B).

Contudo, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), responsável pelo programa, afirmou que até a tarde de segunda-feira (18) ainda não havia sido solicitado este incremento. “Até o momento, a Codemge não recebeu formalmente, da administração do aeroporto ou de outra entidade, demanda para ampliação dos voos em Ipatinga. Não há previsão de alteração da malha”, informa a nota.

Atualmente, o programa Voe Minas possui dois voos com destino a Belo Horizonte, um às quartas e outro às sextas-feiras, além de um voo todas as quartas-feiras para Governador Valadares.

Já publicado:
Azul suspende operações por más condições na pista do aeroporto regional do Vale do Aço

Melhorias

Na reunião realizada em Belo Horizonte, o secretário descartou a possibilidade de o estado promover obras de reforma definitiva de todo o aeroporto, que tem o projeto básico avaliado em R$12 milhões.

Barcelos informou que o governo de Minas não tem condições de executar a obra. O secretário solicitou o apoio dos deputados federais para pleitear recursos junto ao Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Outro pedido que precisa de ajuda dos parlamentares federais é inclusão do Aeroporto do Vale do Aço no programa federal de concessão de aeroportos.
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Comentários

Jaime 20 de Fevereiro, 2019 | 14:24
Que ponto chegou .porque nao preveniu antes esperou cancelar todos os voo pra depois comecar agir a passo de tartaruga.
Batista 19 de Fevereiro, 2019 | 20:20
Esse aeroporto pertence ao Paraíso não tem nada haver com Ipatinga,pensando bem onde está Paraíso, realmente Ipatinga não tem é nada se besta o parque Ipanema vai pertencer a Fabriciano, já não temos aeroporto, lagoa Silvana kkkkkk.
Barrabas 19 de Fevereiro, 2019 | 18:41
Esses politicos fazem discursos maravilhoso muitos dizendo que esta preocupado com o vale do aco o povo ja ouviu muito isso mas so fala quando quer o nosso voto.depois so aparece quando tem eleicao .o caso do aeroporto mostra como e nossos politicos isso e uma vergonha nao era preciso de cancelar voo por causa de pista em pessimo estado.
Zoio de Zoiar 19 de Fevereiro, 2019 | 09:07
Podem melhorar tudo, c não abrirem espaço para concorrência fica tudo em vão. Fica em media 50% mais barato ir de UBER até Confins e pegar um vôo para Fortaleza do que pegar um vôo direto para Fortaleza saindo de Ipatinga.
Godzilla 19 de Fevereiro, 2019 | 07:36
Celinho Sintrocell (PC do B), Rosângela Reis (Podemos), e Alê Silva (PSL) estão esperando a próxima eleição para começar a captar verbas e obras para a região metropolitana do aço e assim garantirem suas reeleições e suas aposentadorias especiais.

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