17 de fevereiro, de 2019 | 08:00
Demissão em massa de cobradores de ônibus é descartada por empresa
A empresa revelou que a ideia das propostas é remanejar trabalhadores dentro da empresa
Alex Ferreira/Arquivo DA
Conforme a Saritur, a maioria dos cobradores de ônibus não seria demitidos, caso as propostas fossem aceitas, mas transferida de função
Conforme a Saritur, a maioria dos cobradores de ônibus não seria demitidos, caso as propostas fossem aceitas, mas transferida de função Após o anúncio do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel) de que poderia ocorrer demissões em massa de cobradores de ônibus na região, a empresa Saritur informou ao Diário do Aço que não existe essa possibilidade. A preocupação do sindicato surgiu com as propostas de reajuste tarifário e de redução do número de cobradores de ônibus, que foram apresentadas às prefeituras do Vale do Aço (Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano). Em algumas opções de reajuste aparece o corte de cobradores, sob o argumento de um índice de reajuste menor, da tarifa urbana.
Em nota, a Saritur ressaltou que o objetivo das propostas é reduzir os custos da empresa e intensificar os investimentos nos serviços oferecidos à população da região. Informamos que apresentamos ao poder público nossa planilha de gastos, que mostra todos os nossos custos operacionais. Buscamos sempre otimizar os gastos de nossos passageiros e evitar custos desnecessários. Por isso, investimos sempre em tecnologias que torne nossa operação mais eficiente e moderna”.
Transferência de funcionários
A empresa também descartou a possibilidade de demissão em massa de cobradores de ônibus e revelou que a ideia das propostas é remanejar trabalhadores dentro da empresa. Ressaltamos que qualquer alteração no quadro de cobradores não significaria demissões, já que a grande maioria de nossos cobradores será transferida para novas funções. A Saritur acredita na valorização e especialização de seus colaboradores, e cria sempre oportunidades de crescimento interno. Estamos sempre em busca de tecnologias que beneficiem, acima de tudo, o usuário do transporte coletivo”, concluiu a nota.
Propostas
Conforme comunicado enviado ao Diário do Aço pelo Sinttrocel, a empresa Saritur, concessionária do transporte coletivo na área urbana do Vale do Aço, enviou às administrações municipais das três cidades propostas que visam reajuste no valor das passagens e redução do número de cobradores dos ônibus. Nesse caso, a cobrança pela passagem passaria a ser feita pelos motoristas.
Conforme o Sinttrocel, a primeira proposta da concessionária tem pleito tarifário, mantendo o papel do cobrador em 100% da frota, mas com um reajuste de 47,43% nas passagens, o que elevaria a tarifa para R$ 5,60. A segunda proposta prevê a presença de cobradores em 50% da frota, mas a empresa reivindica isenção de CGO e ISSQN, mais reajuste de 24,47%, índice que elevaria a tarifa urbana para R$ 4,73.
Por fim, o terceiro pleito tarifário com redução de 100% de cobradores e isenção de CGO e ISSQN. Nesse caso, o reajuste seria de 13,68% e a tarifa seria elevada para R$ 4,32.
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Ezequiel
18 de fevereiro, 2019 | 13:41a empresa disse que investe em tecnologia mentiras ela tirou os onibus novos com ar condicionados tudo aqui de ipatinga kd a tecnologia que ninguem ver”
Rodrigo
18 de fevereiro, 2019 | 06:53O Motorista vai fazer duas funções e continuar recebendo a mesma coisa?
E ainda querem redução de impostos.
Já passou da hora de acabar com este monopólio e trazer concorrência pra este serviço público essencial.
Chega deste escárnio com trabalhadores e consumidores.”
João Paulo
17 de fevereiro, 2019 | 21:02Onde a Saritur vai enfiar esse monte de cobradores??colocar em outra função é papo furado”
Arthur
17 de fevereiro, 2019 | 16:40Onde é que tá a ''operação mais eficiente e moderna''? vai modernizar a ''operação'' forçando o motorista fazer a cobrança e aumentar o tempo das paradas? e no final de tudo a passagem ainda vai aumentar? estamos falando de busão urbano que facilmente chega a 50 C de sensação térmica... não é onibus de viagem com ar condicionado blindagem e banco reclinável... brasileiro só serve pra tomar no cool mesmo...”
Henrique
17 de fevereiro, 2019 | 12:47Estão querendo forçar a prefeitura aceitar o reajuste das tarifas ameaçando demissão em massa.”
Jane
17 de fevereiro, 2019 | 12:44Piada um passagem neste preço,mais cara do que as passagens em BH onde o ônibus roda muito mais quilômetros.
Imagina um motorista controlando as manobras sem trocador numa região onde os motorista de carros particulares e motoqueiros são piores que das capitais. Em Ipatinga é considerado normal o motoqueiro arrancar a moto antes do sinal ficar verde para ele, é normal estacionar em esquina (nunca vi fiscalização... no Bethania nem se fala....), é normal taxista estacionado em ponto de ônibus (extremamente comum na estação ferroviária) dificultam demais as manobras dos motoristas de ônibus e o embarque de passageiros... (nunca vi fiscalização ou multa nestes casos).
Aí vem a empresa e retira vários ônibus sentido bairro para hospital que passavam dentro da alça da estação ferroviária. Com isto muita gente migrou para utilização de Uber. Contratem gente inteligente, que saiba otimizar os percursos e horário, atendendo melhor a população que você ganharam muito dinheiro sem ter que roubar da população. Querem que o povo abandonem os ônibus e migrem para carros de aplicativo mesmo! Querem ganhar sem investir. Quando se fala em cortar custo é só demissão e redução de horários. Pobres motoristas que terão mais riscos para correr! Concessão de transporte público deveria ser entre diversas empresas diferentes. Tem que ter concorrência e vigiar estes carteis de empresas de ônibus. E quero frisar que a maioria dos trocadores da região trabalha muito bem e auxiliam também os passageiros.”
Geraldo Magela Vieira
17 de fevereiro, 2019 | 10:24Qual a diferença entre a empresa Saritur e a empresa Vale? Nenhuma, absolutamente nenhuma, uma vez que a ganância dos donos são os mesmos em detrimento ao ser humano. Vidas não possuem valor algum para eles. Ahhhh, mas a Saritur não matou ninguém como a Vale!!!!! Podem questionar, mas falo somente da morte física, falo da morte de postos de trabalhos, de profissionais que ficaram desempregados, onde muitos podem adquirir doenças psíquicas, como depressão, doença do pânico, entre outras. E o pior é que o podem público é conveniente com toda a situação (vale lembrar a licitação de ônibus onde a vencedora foi a Saritur, que é a dona da empresa Autotrans, ou seja, é a mesma empresa, que já prestava um serviço deficiente no transporte público de nossa cidade, onenossa para a nossa população, onde, dependendo do bairro, devemos pagar duas vezes a passagem, ônibus sem um mínimo de conforto para uma cidade com temperatura média na casa do 30 graus) com a justificativa de o preço da passagem será menor, mas menor quanto? Vamos deixar o transporte publico com os trocadores.”
José Hermes Quintão
17 de fevereiro, 2019 | 09:27ATENÇÃO MP, OAB, GESTORES, CIDADÃOS:
Quanto pior e mais caro o transporte público, mais pessoas irão usar métodos alternativos de locomoção, principalmente motocicletas.
Essa realidade nos leva a enfrentar uma verdadeira "epidemia de acidentes", que superlota hospitais destruindo vidas, sonhos, famílias, além de causar graves prejuízos econômicos e à previdência social, já que sobra para o INSS pagar pensão por morte, invalidez ou acidente no transcurso para o trabalho.
Sendo assim, alguém deveria lembrar a Saritur/Autotrans que o transporte é um direito social assegurado diretamente pelo artigo 6° da Constituição Federal.
É uma extensão do direito fundamental à liberdade de locomoção igualmente constitucional.
Como o transporte, em via de regra, é uma concessão pública, as tarifas devem ser módicas, ou seja, acessíveis à população.
Se for verdade que a Saritur/Autotrans não consegue manter viável o seu modelo de negócio, mesmo já praticando uma das tarifas mais caras do Brasil e sem sofrer qualquer tipo de concorrência de outras concessionárias de transporte público, provavelmente algo está muito errado na empresa, principalmente na parte administrativa.
Nesse caso, o mais honroso a fazer seria a empresa devolver aos municípios as concessões, ou as próprias prefeituras as retomarem, para que sejam feitas novas licitações.
Tenho certeza que não faltariam empresas interessadas em assumir os serviços em Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano. Em condições bem melhores, tanto em relação às tarifas (integração por meio de bilhetes eletrônicos), como na quantidade e qualidade dos ônibus (ar condicionado, cortinas para reduzir os raios solares, conforto, etc).
.”