Jornalista Ricardo Boechat morre em acidente de helicóptero em SP

Além de Boechat, o acidente deixou um morto e um ferido

Reprodução Band


Queda da aeronave matou o piloto e o jornalista da Band
Atualizada às 15h19
O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero no início da tarde desta segunda-feira (11) em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga São Paulo ao interior. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave também morreu carbonizado.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ.

O motorista de um caminhão atingido no acidente foi resgatado pelo serviço da concessionária que administra a via. O fogo no local foi extinto logo depois.

Carreira

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, no ano de 1952, Ricardo Eugênio Boechat iniciou a carreira na década de 1970. Ao longo desses anos, ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro, e é recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se com 17 troféus, sendo o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Boechat atuou em alguns dos principais veículos e canais do país. Nos últimos anos, foi âncora da BandNews FM e do Jornal da Band. Também era colunista da revista “Istoé”, além de ter sido diretor de jornalismo da Band e ter trabalhado no SBT.

Ricardo Boechat já escreveu em jornais como “O Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”. Na década de 1990 teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo, e também trabalhou no "Jornal da Globo".

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Em 1998 ele lançou o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

Políticos se manifestam

Por meio de nota, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lamentou a morte de Ricardo Boechat, lembrando que, após ser eleito, foi entrevistado pelo jornalista no programa “Canal Livre”, da Band, em novembro de 2018. “Me solidarizo com os familiares, amigos e colegas de trabalho do jornalista e lamento essa perda para a imprensa brasileira”.

Pelas mídias sociais, o presidente da República, Jair Bolsonaro, também lamentou a morte do jornalista. “É com pesar que recebo a triste notícia do falecimento do jornalista Ricardo Boechat, que estava no helicóptero que caiu hoje em SP. Minha solidariedade à família do profissional e colega que sempre tive muito respeito, bem como do piloto. Que Deus console a todos!”.

Documentação em dia, mas sem licença para voos fretados

A empresa proprietária do helicóptero que caiu nesta segunda-feira (11), em São Paulo, não tinha autorização para realizar transporte de passageiros remunerado. Em 2018, a RQ Helicópteros foi multada em R$ 8 mil por um processo aberto em 2011 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O piloto Ronaldo Quattrucci, vítima da queda da aeronave ao lado do jornalista Ricardo Boechat, era sócio-proprietário da empresa, sediada em Santana de Parnaíba, na região metropolitana. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Ainda segundo a Anac, a aeronave que caiu estava em situação regular, com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) válido até maio de 2019. O helicóptero, de matrícula PT-HPG, foi fabricado pela Bell Helicopter.

A Anac também informou que Ronaldo Quatrucci estava com as licenças e habilitações de piloto comercial de helicóptero (PCH) válidas. "As investigações sobre as causas do acidente estão sendo conduzidas pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Ceipa), do Comando da Aeronáutica", diz em nota.

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