Relembrando a história

O escritor Júlio Verne e a revolucionária Olga Benário

Arquivo GB imagens


Júlio Verne é considerado o precursor da ficção científica moderna
Um gênio chamado Júlio Verne

Um dos precursores da ficção científica moderna, Júlio Verne previu da criação da televisão ao uso da água e da luz do sol na geração de energia. Foi influenciado por “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift, e ”Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe.

Jules Verne, nasceu em Nantes, na França, em 8 de fevereiro de 1828, filho do advogado Pierre Verne e Sophie Allote de la Fuÿe, de uma família burguesa de Nantes.

Seus mais de 100 livros foram traduzidos para 148 línguas. Na maioria, ele previa avanços científicos como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.

Suas obras mais conhecidas são “Vinte Mil Léguas Submarinas” e “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias”. “Paris no Século XX” foi escrito em 1863 e só foi publicado em 1989, quando o manuscrito foi achado pelo bisneto de Verne.

A obra tinha conteúdo depressivo e foi rejeitada pelo editor Pierre-Jules Hetzel, que recomendou não publicá-lo na época. Verne seguiu seu conselho e guardou o manuscrito em um cofre, onde foi encontrado mais de um século depois. O seu último livro publicado foi “O Senhor do Mundo”, em 1904. Júlio Verne faleceu em 24 de março de 1905, em Amiens.

////

[imageme34952 ] A história de Olga Benário

Olga Gutmann Benário nasceu em 12 de fevereiro de 1908, em Munique, Alemanha. Aos 15 anos de idade, ingressou na Liga Comunista da Alemanha. Namorada do líder Otto Braun, junto com outros integrantes do partido, liderou um assalto à prisão de Moabit.

Os dois fugiram então para a União Soviética. Considerada peça-chave na Internacional Comunista, recebeu treinamento político-militar e conheceu Luiz Carlos Prestes.

Olga foi indicada como guarda-costas de Prestes numa missão na qual ele voltaria incógnito ao Brasil, usando nome falso. Eles viajaram disfarçados de marido de mulher e se apaixonaram na vida real.

Olga foi presa em 1936 e, num julgamento sem precedentes, foi sentenciada à extradição pelo Governo Vargas, mesmo estando grávida de sete meses de Prestes. Na Alemanha, a Gestapo a enviou para vários campos de concentração.

Na prisão nasceu Anita Leocádia, que foi entregue a avó paterna. Olga Benário Prestes foi executada na câmara de gás, no campo de Bernburg, em 23 de abril de 1942. Sua filha, a historiadora Anita Leocádia Prestes, recebeu em 1994 uma indenização de 100 mil reais, doados ao Instituto Nacional do Câncer.

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO