Liberdade para o Mutum

Cenibra promove a soltura de aves através do Projeto Mutum

A Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Fazenda Macedônia, no município de Ipaba, estará em festa na primeira quinzena de fevereiro, com a soltura de 10 casais de mutuns em sua área. A iniciativa faz parte do Projeto de Reintrodução de Aves Silvestres Ameaçadas de Extinção (Projeto Mutum), que desenvolvido pela Cenibra desde 1990.

Há quase 30 anos, a Cenibra desenvolve um projeto pioneiro na RPPN Fazenda Macedônia, por meio de um acordo de cooperação técnica e científica entre a empresa e a Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre (CRAX), entidade não governamental sediada em Contagem (MG).

Divulgação/ACS Cenibra

O acordo prevê a reintrodução de espécies de aves silvestres ameaçadas de extinção em seu habitat natural. É um trabalho inovador, seja no Brasil ou no exterior, já que contempla não só a proteção ou criação em cativeiro de animais ameaçados, mas também a sua recondução ao ambiente de origem.

A base do trabalho da CRAX está no Centro de Pesquisas em Contagem, onde é feita a preparação e o manejo adequado, de forma a proporcionar à ave maior facilidade de readaptação ao habitat natural, até seguirem para a Fazenda Macedônia, onde são reintroduzidas.

O projeto já possibilitou a soltura em ambiente natural de exemplares do Mutum-do-sudeste (Crax blumembachii), Macuco (Tinamus solitarius), Capoeira (Odontophorus capueira), Jaó (Crypturellus n. noctivagus), Inhambuaçú (Crypturellus obsoletus), Jacuaçú (Penelope obscura bronzina) e Jacutinga (Aburria jacutinga).

As espécies reintroduzidas são monitoradas periodicamente na área de soltura e arredores, de modo a coletar dados relativos à adaptação, dispersão, reprodução, predação e quantificação de indivíduos.

De acordo com os dados, estima-se que existam cerca de 400 aves livres na natureza, o que mantém a espécie na lista das ameaçadas de extinção e reforça a importância da RPPN Fazenda Macedônia como um berço de sustentabilidade.

A área de florestas nativas da fazenda é uma das principais remanescentes de Mata Atlântica no Estado, e parte dela (560 ha) é reconhecida pelo Ibama, por meio da Portaria nº 111, de 14 de outubro de 1994, como Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN.

Características do Mutum-do-sudeste:
• Comprimento total varia entre 80 e 93 cm e peso entre 3,0 a 3,5 Kg.
• Alimentam-se de frutos, sementes, folhas, brotos e invertebrados.
• Além de Minas Gerais, há evidências atuais de populações autóctones da espécie persistindo apenas nos Estados da Bahia e Espírito Santo.

Divulgação/ACS Cenibra

Diversidade
A Cenibra tem uma área de mais de 103 mil hectares exclusivamente para a conservação da biodiversidade. O Programa de Monitoramento da Flora nas áreas da empresa, realizado há 20 anos, é uma das principais ferramentas de geração de informações essenciais para o planejamento de iniciativas de proteção, conservação e recuperação ambiental.

Já foram identificadas 449 espécies arbóreas nas florestas da Cenibra, muitas delas com algum nível de ameaça de extinção, como a bicuíba, o palmito-juçara, a braúna, o jacarandá-da-Bahia e o jequitibá, entre outras.

Fauna Protegida
Os resultados do monitoramento de fauna em áreas da Cenibra evidenciam a importância do modelo adequado de silvicultura para a manutenção da biodiversidade.

Até o momento, foram identificadas 371 espécies de aves e 41 de mamíferos de médio e grande porte presentes nas áreas da empresa. No total, 25 espécies de aves e 12 de mamíferos constam em listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção.

Os estudos revelaram ainda uma composição de espécies predominantemente de hábito florestal, o que comprova a alta qualidade ambiental das áreas da Cenibra.

Além dos aspectos positivos relacionados à conservação do solo e da água, as áreas cultivadas em eucalipto funcionam como corredores de conectividade entre remanescentes de vegetação nativa existentes na região, permitindo a interação e o fluxo entre as espécies da fauna.

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