Ciranda da solidariedade

Entidade de Ipatinga recebe primeiros brinquedos da Ciranda de Soli

Uma fábrica de brinquedos que doa um produto sempre que outro é vendido. Essa é a lógica da Ciranda de Soli, um empreendimento social nascido no Vale do Aço no fim de 2018 e que já começou 2019 com as primeiras doações.

As fundadoras da startup, Fabiana Schimitz e Edlayne de Paula, dizem que o modelo de negócios tem como base o princípio “One for one”, criado pelo norte-americano Blake Mycoskie.

Divulgação CS


Fabiana e Edlayne, idealizadoras e mentoras do Ciranda de Soli
“A Ciranda de Soli é um empreendimento social, um negócio que tem visa lucro ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Ou seja, todos devem ganhar”, explicam.

A Ciranda de Soli também abrange fatores ambientais e econômicos, além do aspecto social. “Adotando o tripé da sustentabilidade, usamos refugo de confecção na produção e envolvemos pessoas em situação de vulnerabilidade social na fabricação dos brinquedos”, esclarece Edlayne de Paula.

O primeiro brinquedo confeccionado pela Ciranda é a boneca Soli, criada pela artista plástica Adriane Lima, também parceira do projeto. “Como são feitas utilizando retalhos, elas são exclusivas e com edições limitadas”, salienta Fabiana Schimitz.

Em apenas dois meses de operação, a empresa vendeu cerca de 60 brinquedos e já programou a primeira entrega. A entidade beneficiada é o Educandário Família de Nazaré (EFAN), no bairro Caravelas.

A unidade de acolhimento atende 16 crianças entre 0 a 12 anos atualmente, em situação de risco e vulnerabilidade social, encaminhadas pelo Conselho Tutelar e/ou pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude.

“Como ainda estamos em fase inicial de produção e funcionamos em vários espaços, faremos as doações em lotes de 30 produtos cada vez”, esclarece Edlayne. A próxima entrega será em Governador Valadares, de onde vieram os retalhos para a produção da primeira edição da Soli.

Divulgação CS


As bonecas são fabricadas com refugo de tecidos de confecções
“Em breve teremos outros modelos de brinquedos de pano, além de oficinas para o universo infantil”, adianta Fabiana.
As fundadoras da Ciranda de Soli garantem que o empreendimento contou com o apoio de diversas pessoas e empresas da região para começar a operar.

“Foram necessárias muitas mãos para fazer a roda girar. Além disso, o apoio dos clientes e parceiros é fundamental. Já recebemos encomendas de outros estados e até de outros países. Estamos muito felizes com o movimento”, comemora Fabiana Schimitz.

Como surgiu o nome
Ciranda é um termo utilizado para definir uma brincadeira simples, sem limite de participantes, que começa geralmente com uma pequena roda de pessoas e vai aumentando, à medida que outros chegam para brincar. Nessa dança, o objetivo maior é fazer a alegria de todos os participantes. Já o termo Soli vem de sol, que ilumina e tem a cor da alegria.

Também traz consigo a solidariedade, porque, além de envolver mão de obra de pessoas que frequentam entidades sociais, tem como premissa doar um brinquedo, toda vez que um é vendido.

Também vem de solidão, pois busca suprir uma necessidade velada de afeto àqueles que não têm com o que ou quem brincar. E ainda passa por sorriso, porque é impossível não sorrir ao dizer Soli.

Como participar
Há várias formas de participar da Ciranda de Soli, seja adquirindo um produto, doando retalhos, serviços, equipamentos ou insumos. Os produtos da Ciranda de Soli podem ser adquiridos pelas redes sociais e também estarão à venda na loja Artesania, no Shopping Vale do Aço.

Para mais informações, basta entrar em contato pelo telefone (31) 98875-5041. O e-mail é cirandadesoli@gmail.com. No Instagram: @cirandadesoli. No Facebook: @cirandadesolioficial.

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