29 de janeiro, de 2019 | 09:40

Cinco suspeitos de envolvimento em tragédia de Brumadinho são presos

A ordem de prisão foi expedida pela Justiça de Minas Gerais

Divulgação
Em nota, a Vale diz que está à disposição das autoridadesEm nota, a Vale diz que está à disposição das autoridades
Atualizado às 10h32
Três funcionários da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo licenciamento da barragem que se rompeu em Brumadinho e dois engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade do empreendimento foram presos hoje (29). Na operação desta terça-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem sete mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária no intuito de apurar responsabilidade criminal pelo rompimento da barragem da mineradora no município mineiro.

Dos cinco alvos da operação, dois tinham domicílio em São Paulo e os demais residem na região metropolitana de Belo Horizonte. A prisão foi decretada pelo prazo de 30 dias e todos os presos serão ouvidos pelo MPMG. Os documentos e provas apreendidas também serão encaminhados ao Ministério Público para análise.

O MPF, por meio da Procuradoria da República em Minas Gerais, e a PF, por meio da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, cumpriram simultaneamente os cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Belo Horizonte. As ordens foram cumpridas na sede da Vale, em Nova Lima (MG), e em uma empresa sediada em São Paulo que prestou serviços de projetos e consultoria na área das barragens. Também foram alvo das medidas pessoas ligadas a essa empresa.

Nas diligências, houve a participação de procuradores da República lotados em Minas Gerais e São Paulo, de policiais federais e de peritos das áreas de informática, mineração e geologia. “Os órgãos de investigação têm trabalhado de forma concatenada para apuração dos graves crimes relacionados com o rompimento da barragem, sendo que as investigações se encontram em andamento”, informou o MPMG.

(Agência Brasil)
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Comentários

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Cleuzeni Torres

29 de janeiro, 2019 | 10:04

“Nunca fui simpatizante de teoria da conspiração. Mas perguntar não ofende (em tese). Por que, em pouco tempo, começaram grandes tragédias envolvendo empresas brasileiras, vive o caso da Samarco, depois explosão de gasômetro na Usiminas e agora esse caso da Vale em Brumadinho?”

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