Pessoas originárias do Vale do Aço estão entre os desaparecidos em Brumadinho

O número de mortos causado pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho subiu para 60, segundo informações divulgadas nessa segunda-feira (28) pela Defesa Civil de Minas Gerais

Álbum pessoal


Wanderson Paulo da Silva morou durante anos no bairro Caravelas, em Ipatinga
Atualizado às 17:50
O ipatinguense Wanderson Paulo da Silva, de 38 anos, está entre os desaparecidos após o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho, na última sexta-feira (25). Ele é engenheiro geológico e trabalha na Vale há oito anos. Em entrevista ao Diário do Aço, o tio de Wanderson, Marcone Machado, informou que a última vez que a família entrou em contato com ele foi por volta de 12h, na sexta-feira, quando o engenheiro estava em um setor administrativo da empresa. Marcone está agora no local do desastre, em busca de informações do sobrinho que, até o fechamento dessa edição, não tinha sido encontrado.

Segundo Marcone, Wanderson nasceu em Ipatinga e morou durante anos no bairro Caravelas. Após conseguir um emprego na Vale, o engenheiro mudou-se para Belo Horizonte, cidade onde mora há oito anos. O ipatinguense vítima do desastre tem um filho e estava com casamento marcado para junho deste ano.

De acordo com a TV Grande Norte, de Montes Claros, outro desaparecido residente de Ipatinga é Júlio César Teixeira Santiago. Júlio morou por mais de 20 anos no Vale do Aço e estava há seis meses atuando como supervisor de elétrica em uma empresa terceirizada da Vale, em Brumadinho. A família de Júlio vive em Montes Claros e, conforme entrevista concedida pela irmã dele, Carla Teixeira Santiago, à TV Grande Norte, os familiares foram para o local onde a barragem se rompeu em busca de mais informações.

Joanésia

Álbum pessoal


Cristiano Serafim Ferreira é natural de Joanésia

Outra vítima natural do Vale do Aço que está desaparecida é Cristiano Serafim Ferreira, de 33 anos. Ele nasceu em Joanésia e mora em Belo Horizonte há 16 anos. Seu nome apareceu na lista de funcionários desaparecidos divulgada pela Vale. O primo de Cristiano, Wemerson Andrade, contou ao Diário do Aço que o parente prestava serviço para a Vale por uma empresa terceirizada. “Sabemos que antes do rompimento da barragem ele estava almoçando em um refeitório dentro da área interna da empresa. Depois disso, não tivemos mais contato. Eu não tenho certeza do cargo dele, mas acredito que ele trabalhava com acabamento de asfalto”, informou.

De acordo com Wermerson, muitos familiares de Cristiano estão em Brumadinho, aguardando alguma resposta. “É uma situação muito complicada, mas queremos no mínimo que achem o corpo, para que Cristiano tenha um enterro digno”, afirmou.
Até o fechamento dessa edição, Cristiano não havia sido encontrado.

Balanço de vítimas

O número de mortos causado pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho subiu para 60, segundo informações divulgadas nessa segunda-feira (28) pela Defesa Civil de Minas Gerais. Segundo o porta-voz do órgão, tenente-coronel Flávio Godinho, após o rompimento da barragem, 382 pessoas foram localizadas, 191 foram resgatadas e 292 permanecem desaparecidas. Dos 60 mortos, 19 foram identificados até o momento. Há ainda 135 pessoas desabrigadas.

(Tiago Araújo)
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