Três crianças morrem afogadas na zona rural de Açucena

Vítimas estavam se banhando no rio Santo Antônio, na localidade de Coqueiros, quando foram levadas pela correnteza

Atualizada às 16h26 de 17/01
Enviada pelo leitor


O local do afogamento é este trecho do rio Santo Antônio, na zona rural de Açucena

Uma tragédia na localidade de Coqueiros, na zona rural de Açucena, foi registrada na tarde de quarta-feira (16), dia de muito calor na região. Três crianças, com idades de 7 a 11 anos, morreram afogadas no rio Santo Antônio. Os corpos das vítimas foram localizados por populares pouco antes da chegada do Corpo de Bombeiros, acionado para ajudar nas buscas.

As informações repassadas ao Diário do Aço por moradores da localidade, distante cerca de 15 quilômetros da sede do município, apontam que as vítimas estavam se banhando no rio juntamente com outros meninos. Os bombeiros apuraram que eram cinco crianças e que duas saíram da água para irem embora, mas três delas ficaram em um banco de areia.
Por volta das 14h30, as vítimas submergiram e foram levadas pela correnteza em direção a uma área de rocha, próximo de um remanso. As crianças não conseguiram sair e não tiveram forças para voltar à superfície. O desespero de populares levou os moradores a realizarem as primeiras buscas.

Os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros e uma equipe de Timóteo, em apoio à outra equipe de Ipatinga, se deslocou para fazer as buscas, mas populares conseguiram encontrar as três vítimas antes da chegada das equipes. Os militares auxiliaram na retirada dos corpos do rio Santo Antônio e eles foram encaminhados para a constatação do óbito no Instituto Médico-Legal (IML) de Ipatinga.

As vítimas foram identificadas: Gabrielly Dyelvana Teodoro de Almeida, de 11 anos; Carlos Eduardo Ribeiro Souza, 7 anos; e Riana Vitória Rodrigues Silva, de 9 anos. A garotinha mais nova, que morava em Ipatinga, estava a passeio na casa de familiares na localidade de Coqueiros.

O corpo de Riana foi enterrado no Cemitério Parque Senhora da Paz, em Ipatinga, no fim da tarde desta quinta-feira (17), após ser velado no bairro Bethânia. Já Gabrielly e Carlos Eduardo terão seus corpos sepultados em Açucena.

Comentários

Joel 18 de Janeiro, 2019 | 22:37
Gustavo
Boa noite. Iniciar um comentário qualificando as pessoas como analfabetas é no mínimo indelicado e reduz bastante o interesse em ler sua opinião.
Estou aqui exatamente para esclarecer que não houve nenhum problema de integração entre as unidades, apenas o obediência aos protocolos e normas que são produzidas exatamente para agilizar o atendimento racionalizando os recursos de forma que o maior número de pessoas sejam atendidas.
A declaração de que o bombeiro demora até 2 horas para atender acidentes na 381 também é uma inverdade, pois temos 7 unidades instaladas ao longo de 300km de BR entre Valadares e BH. Claro que o trabalho dos voluntários agilizam e salvam vidas também. Adianto que tenho o maior respeito e admiraçao. Tanto que formei muitos deles no Atendimento Pré Hospitalar.
Faça-nos uma visita, terei o maior prazer em recebe-lo, dirimir dúvidas, apresentar nossa intenção de crescimento e principalmente de ser um novo amigo. Abraço parceiro.
Joel 18 de Janeiro, 2019 | 22:16
Rodrigo acho estranho que vc esteja tão bem informado a ponto de afirmar que não temos um plano de contigencia e saber que naquele momento havia aeronave disponível. Sou o Cmt do Pelotão de Timoteo e te convido a nos fazer uma visita para que eu possa lhe apresentar nossa estrutura e planos.
E rotular nosso atendimento de acordo com classes sociais prefiro nem responder para evitar constrangimentos desnecessarios.
Concordo que temos que aumentar a capilaridade e temos trabalhado intensamente neste sentido. Exemplo está na abertura de SJEva gremista, Resplendor, Caratinga e em breve Guanhães.
Fica o convite, será um prazer recebê-lo.
Gustavo 18 de Janeiro, 2019 | 11:35
Caramba, vocês são analfabetos?

O cara está reclamando da falta de integração e da estrutura, está reclamando do descaso do estado, em nenhum momento o cara reclamou de um batalhão específico, de um militar específico nem da boa vontade (e dever legal) das equipes que foram prestar socorro.

É um problema parecido ao da 381, quando os voluntários pararam de trabalhar (por motivos legais) e o socorro estava demorando até 2h para chegar.

Não basta ler, tem que ler e interpretar..."cê ta doidoooo"....
Rodrigo 18 de Janeiro, 2019 | 11:04
Wesley entendo o seu comentário sobre a área de atuação de cada batalhão. Só acho que se fosse uma parente de rico deputado senador etc. Não viria apenas o pegasus ,também viria a aeronave arcanjo de BH e etc... infelizmente os pobres não são atendidos como ricos no Brasil a gente sabe que esse preconceito velado existe.mas os militares são subordinados e seguem a hierarquia. Mas se fosse pra tentar salvar uma vida das que se perderam valeria a pena todo esforço e gastos com o empenho da aeronave.numa hipótese que houvesse um sobrevivente precisando de encaminhamento para um hospital. O tempo de deslocamento seria fator fundamental para salvar essa vida ou não. Outra coisa que os mais leigos não sabem é que o HMC em ipatinga tem estrutura para receber pouso de aeronaves de socorro .Se o deslocamento de ambulância de onde ocorreu o acidente demoraria aproxim.1.30 . De aeronave não daria 15 minutos ou menos que isso. Fatores que em uma situação real poderia salvar vidas.
Wesley 17 de Janeiro, 2019 | 16:55
Rodrigo, é preciso pontuar algumas coisas sobre seu comentário: No que tange ao corpo de bombeiros, Açucena está sob a cobertura do 11º batalhão de bombeiros de Ipatinga e está sim mais próxima de Ipatinga por terra do que Valadares. GV é o 6º batalhão e cobre outra área. Uma das equipes saiu de Ipatinga e Timóteo foi apoiar , se você leu a reportagem. Sobre a aeronave que tem em GV, ela é da polícia, mas também atua no socorro de toda região. Porém seu deslocamento demoraria de 15 a 20 minutos, o que na minha opinião não acrescentaria em nada as chances de sobrevivência de uma pessoa que está se afogando. Cobrar das autoridades é fácil, o difícil é aceitar que tem adultos que deixam 5 crianças se banharem num rio de água corrente sem nenhuma supervisão.
Palhao 17 de Janeiro, 2019 | 15:27
Joel, tem seres que querem "aparecer" sem ter noção do que fala. Se fosse fazer o que o Rodrigo esta falando..... So Jesus.
Rodrigo 17 de Janeiro, 2019 | 14:45
E outra Joel sobre responsabilidade por circunscrição , o Corpo de bombeiros é uma instituição só . Os atores do sistema de defesa social atuam de forma conjunta a fim de trazer resultados aceitáveis para a sociedade. Infelizmente a falta de estrutura no interior é notória é evidente claro que os bombeiros não são os culpados pela tragédia, mas são vítimas também da falta de estrutura por parte do governo do estado etc....
Rodrigo 17 de Janeiro, 2019 | 14:39
Joel só venho aqui mostrar que não há um plano de contingência para pronta resposta que esse tipo de ocorrência merece. Não estou criticando esse ou aquele militar que se empenhou na ocorrência. Só estou mostrando que nosso corpo de bombeiros não tem uma estrutura montada para atender ocorrências graves no interior do estado. As vítimas não voltam mais . Só Deus pra confortar. E o estado precisa de pensar uma forma para atender esse tipo de sinistro de uma forma mais satisfatória.
Joel 17 de Janeiro, 2019 | 11:46
Rodrigo. Impressionante como as pessoas conseguem tecer críticas aos profissionais que prontamente atenderam a ocorrência, estando totalmente fora do contexto e principalmente antes de ouvi-los.
Se vc leu bem deslocaram uma equipe de Timóteo e outra de Ipatinga e que são diretamente responsáveis pela área.
Quanto ao pegadas, eles fariam o q? Considerando que a tripulaçaonsaondois pilotos e um observador aéreo, ou seja o tempo gasto para equipar a aeronave com os equipamentos necessários mais a tripulaçaonde bom eiros seria ainda maior.
Este é o momento de solidarizarmos com a família e não colocar lenha na fogueira com comentarios superficiais.
Diogo Henrique Fernandes da Silva 17 de Janeiro, 2019 | 08:11
Triste noticia, uma dessas vítimas era sobrinha de um amigo meu, um instante de descuido dos pais acontece uma tragédia, que Deus conforte os coraçoes dos familiares.
Rodrigo 16 de Janeiro, 2019 | 23:31
Uma piada os bombeiros terem de se deslocar de Timóteo até coqueiros. Conheço o local no mínimo 2 hrs de viagem de Timóteo até esse local. Seria mais prestativo e de qualidade o atendimento se os bombeiros estivessem vindos deslocados de valadares. Com o auxílio da aeronave pegasus. Algo que co. Certeza se daria com no máximo 30 minutos. Ainda assim pouco poderia ser feito. Mas mostra uma falta de sincronismo e estrutura integrada por parte dos bombeiros para atender esse tipo de urgência em áreas longínquas.
Mensageiro 16 de Janeiro, 2019 | 21:48
Que Deus conforte os corações dos familiares 😭😭😭😭😭

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO