Maus hábitos alimentares, alterações do paladar e as consequências para a saúde

Nayara Zímer*

Não é tarefa difícil notar que há algumas décadas a população vem adoecendo cada vez mais. Percebe-se assim, estreita relação entre alimentação e estilo de vida, esse tem sido tema de abordagem dos mais respeitados órgãos de saúde e estudos científicos mundiais.

O que muitas vezes não chega até a grande população, são as alterações fisiológicas, ou seja, as mudanças que o corpo exposto a uma alimentação de má qualidade começa a manobrar, no sentido de continuar mantendo a indivíduo vivo, com um funcionamento muitas vezes precário e destrutivo, tendo como principal origem a alimentação e a forma cultural pejorativa como ela ocorre é alarmante.

Os alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, fast food, biscoitos recheados são os principais responsáveis por essas alterações, que vão muito além de simplesmente impedir de sentir, com a alteração sensorial do paladar, o sabor de um alimento minimamente processado como a banana ou outra fruta.

Eles têm o poder de, por meio de sua ação no sistema nervoso central, superestimular células nervosas até sua morte. Provocam prejuízo dos mecanismos que indicam a fome e a saciedade, contribuem para o favorecimento do acúmulo de gordura, favorecimento do desenvolvimento de alergias e intolerâncias alimentares, compromete ainda o funcionamento dos rins.

Os ultraprocessados também estão associados à sobrecarga do funcionamento hepático (fígado), favorecendo distúrbios estomacais e intestinais, como a síndrome do intestino irritável (SII).

Estudos mostram que apresentam relação direta com o desenvolvimento do diabetes, hipertensão, obesidade e diversos tipos de cânceres.

A desnutrição, assim como a anemia por baixa ingestão de nutrientes como vitaminas e minerais é uma das doenças mais frequentes para quem consome alimentos ultraprocessados. Muitas vezes, a criança tem uma boa ingestão de ferro em determinada refeição e logo após consome um alimento ultraprocessado que prejudica a absorção do nutriente.

Ser criterioso com a alimentação dentro e fora de casa, estar consciente do que são rotina e eventual na alimentação, é sem dúvida o caminho mais feliz e seguro para os que buscam qualidade de vida. Afinal, sempre seremos o espelho de alguém.

* Nutricionista (CRN9:19002). Graduada em nutrição pela faculdade Pitágoras de Ipatinga. Pós-graduanda em Nutrição Oncológica - Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduanda em Nutrição Materno infantil

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