Concessão dos quiosques terá o valor mínimo de R$ 10 mil

Os módulos ficarão dispostos, um em frente ao lago do catavento, outro nas proximidades da quadra de esportes e mais um nas proximidades do teatro de arena

Wôlmer Ezequiel


O calçadão do Parque Ipanema permanecerá sem quiosques. Os módulos devem ser instalados na parte interna do parque

O processo licitatório dos quiosques do Parque Ipanema está em andamento. No dia 20 (quinta-feira), foi publicado no Diário Oficial do município o aviso da Concorrência 017/2018, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma). O edital e anexos estão disponíveis no site da Prefeitura de Ipatinga.
O objeto da licitação são os seis quiosques. Cada um dos três módulos será divido em dois quiosques. A concessão de cada unidade tem o valor mínimo de R$10.000 e terá validade por 15 anos.

Vencerá a empresa que ofertar o maior preço por quiosque. De acordo com o edital, uma mesma empresa poderá realizar ofertas para mais de um quiosque. Caso a empresa licitante tiver apresentado propostas para mais de um quiosque e vencer em uma, as demais serão retiradas do processo. Além disso, se o licitante tiver a maior oferta em mais de um item, poderá escolher entre uma das propostas e a demais serão descartadas. De tal modo, as empresas vencedoras terão a concessão de apenas um quiosque.

Os módulos ficarão dispostos, um em frente ao lago do catavento, outro nas proximidades da quadra de esportes e mais um nas proximidades do teatro de arena.

Quiosques padronizados deverão atender requisitos técnicos para funcionar no parque


Funcionamento

O edital de licitação especifica que as empresas concessionárias deverão manter os quiosques com funcionamento diário, no horário mínimo de 7h às 19h, podendo estender o funcionamento. A empresa poderá suspender o funcionamento em um dia da semana, desde que não seja fim de semana ou feriados. A interrupção também deve ser alternada com as demais concessionárias, de modo a evitar que coincida o fechamento de todos ao mesmo tempo.

Construção e manutenção

Ainda está previsto no documento que a empresa concessionária é responsável pelos custos de cada quiosque. Na planilha de orçamento, anexada ao documento, a estimativa de custo da obra por unidade é de R$132.703,49. O edital estabelece que a empresa tem seis meses para a conclusão da obra e funcionamento do quiosque.
O edital determina que as concessionárias realizem manutenção de limpeza e higiene de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Processo

As empresas interessadas em participar da licitação devem protocolar os documentos necessários para habilitação e a proposta de preços na seção de Compras e Licitações, no 2º andar da Prefeitura de Ipatinga, até 12h do dia 21 de janeiro (segunda-feira) de 2019.

Às 13h do mesmo dia será realizada a abertura dos envelopes na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Administração, também no 2º andar. A comissão de licitação fará a abertura em sessão pública.

Retirada das barracas completa 44 dias

Há 44 dias as barracas improvisadas do Parque Ipanema foram retiradas de modo definitivo. Ao todo foram demolidas 39 construções fixas que ficavam às margens da avenida Burle Marx. A desocupação da área foi realizada pela administração de Ipatinga, a partir de uma recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e determinação da Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Ipatinga, sob o argumento que o Parque Ipanema ser um patrimônio histórico-cultural e ambiental da cidade e a exploração comercial precisa ser feita de forma ordenada.

Toda a área ocupada pelas antigas barracas teve que ser recuperada, o que incluiu o calçadão e o gramado no entorno.

Segundo o MPMG, a atividade comercial nos moldes que foi realizada durante anos no calçadão do Parque Ipanema atentava contra a preservação do meio ambiente no local. Em setembro, o órgão fez um ultimato para o Poder Executivo realizar a retirada das barracas, sob pena de sanções de improbidade administrativa. Em seguida, a administração notificou os comerciantes irregulares e deram o prazo para a retirada espontânea.
No dia 13 de novembro, uma grande operação foi deflagrada para a retirada dos utensílios e mercadorias, além da demolição das barracas. O governo municipal ainda disponibilizou caminhões para o transporte dos materiais.

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Palhaço 03 de Janeiro, 2019 | 09:17
Sr. Sincero, concordo por que os banheiros que foram destruídos se falam entre os vândalos, que foi barraqueiro quem pagou para que fizessem isso. Sr. Roberto nao acho que ira terminar em pizza não, tem lugar que e pior sabe, funcionários "roubam" e assim sim terminam em pizza.
Roberto 28 de Dezembro, 2018 | 00:33
133.000+10.000=tão de sacanagem,né.sera qual o dono ou empresa,vai conseguir este dinheiro,pra montar os kiosque.mais uma vez,tá cheirando a pizza estragada.🤐😵😵
Sr. Sincero 27 de Dezembro, 2018 | 20:37
Muito bom! Agora sem uma vigilância ostensiva e armada... bau!bau!,
Quem acredita que os nóias ou quem sabe os excluídos do certame vão dar sossego ao conforto oferecido pelos quiosques?Vão depreciar tudo.
Segurança armada e ostensiva e para garantir ainda mais, cercar o Parque e cobrar entrada.
Boneca 27 de Dezembro, 2018 | 16:04
O parque esta lindo, e sabemos que qualquer empresa que ganhar, ira fazer um trabalho tao bonito quando o nosso Parque.
Lamego 27 de Dezembro, 2018 | 12:30
Demoraram para acabar com aquele cortiço de barracas sujas e fedorentas. Todos têm direito de ganhar o seu dinheiro honestamente, mas aquelas barracas instaladas através de padrinhos políticos de vereadores e prefeitos era uma vergonha. Além dos quiosques, uma praça de alimentação também poderia ser uma opção pois tornaria perto a variedade de bebidas e alimentos. Agora tem que colocar carrinhos de transporte porque ninguém merece andar longe para consumir o que prefere rsrsr...
Marcos 27 de Dezembro, 2018 | 10:21
O Parque Ipanema está digno de um Parque.
Infelizmente não dava pra continuar com aquelas barracas, além de uma estética inferior, apresentava uma precária qualidade nos produtos e uma visão de más condições de higiene.
A ideia de quiosques espalhados no parque é boa, mas prefiro uma "praça de alimentação", no formato de shopping. Acho que fica mais organizado, até pra uma melhor escolha do que comer.

Parabéns, Nardyello Rocha e toda equipe envolvida nesse projeto.


Palhaço 27 de Dezembro, 2018 | 08:43
Certissimo, aquelas barracas estavam um nojo, um lixo, povo reclama que valor esta alto, vcs nem vao participar povo chato, se vcs gostam de comer em lugares sujos, com ratos, baratas, oleo que ficava ali por meses, se nao dira anos, kkkkkk azar o de vcs. Falam isso, mais tenho certeza que passam feriados gastando nos quiosques de beira de praia.
Kaka 27 de Dezembro, 2018 | 08:31
Falta de consideração com os antigos donos das barracas acho que a preferência deveria ser deles seguindo todas as normas de higiene e tributária como qualquer outra empresa
Kaka 27 de Dezembro, 2018 | 08:28
Falta de consideração com os antigos donos das barracas acho que a preferência deveria ser deles seguindo todas as normas de higiene e tributária como qualquer outra empresa
Ana 27 de Dezembro, 2018 | 07:30
R$10.000,00??? R$132.703,49??? A tá, e eles ainda disseram que quem tinha barracas podiam concorrer. Faz-me rir.

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO