12 de dezembro, de 2018 | 15:25
Convivendo com o Diabetes, uma doença crônica
Nayara Santos Zímer *
Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF), no ano passado, 12,5 milhões de pessoas já eram diabéticas no Brasil. A mesma estimativa da federação, mostra que no mundo já existem 400 milhões de diabéticos. Considerando que essa é uma doença crônica e progressiva, estima-se que neste mesmo período mais de 16,8 milhões de brasileiros tenham desenvolvido o estágio inicial desta doença, mas apenas 1/3 destes pacientes foram diagnosticados.
A convivência secreta com uma doença crônica infelizmente não é espantosa, diante do quadro da saúde no Brasil, a precariedade do alcance das ações de saúde, em sua eficácia de fato, é homogeneizada à cultura do não cuidar de si, ou seja, o paciente não tem a atenção em prevenir, mas remediar. O que torna o comprometimento das doenças crônicas mais importantes e graves.
O diabetes pode ser dividido em duas categorias, Tipo 1, caracterizada basicamente pela falência do pâncreas na produção de insulina, um hormônio que é responsável pela captação da glicose presente no sangue. Normalmente desenvolvida na infância ou adolescente e adulto jovem. Não tem cunho direto com o estilo de vida.
Já o Diabetes Tipo 2, é uma doença crônica, que apresenta estreita relação com o estilo de vida do paciente. Alguns fatores específicos podem ser citados como, sedentarismo, tabagismo, descuido com a alimentação, sobrepeso, obesidade, hereditariedade entre outros.
Ter a glicose descompensada é algo muito mais sério do que se pode pensar. O diabetes pode e de fato altera todo o funcionamento do organismo, sobrecarrega órgãos principais como coração, cérebro, rins, olhos em específico a retina. Muitas vezes pacientes com Diabetes, apresentam infecção de urina recorrente, sobretudo as mulheres. O fato ocorre devido ao afrouxamento do canal da urina, que tem sua musculatura debilitada pela ação da glicose, retendo a urina, propiciando assim os casos de infecção quase que ininterruptos.
A doença compromete ainda função óssea e muscular, principalmente os nervos periféricos das mãos e pés, podendo dificultar a marcha do paciente, impedindo atividade física e até locomoção básica do dia a dia.
Com a boa e completa nutrição, aliada a atividade física, os níveis de glicose podem ser normalizados, reduzindo assim as interferências que suas alterações causam, permitindo ao paciente melhor qualidade de vida. Reduzindo a inflamação celular.
Quando o paciente aprende a se relacionar coma comida, ele deixa de vê-la como um confessionário, onde iria descontar confessar suas fraquezas e lamúrias. A partir de então a comida toma seu devido lugar, de nutrição, de alimentação, de prazer verdadeiro, aprende-se a saborear, viver o momento em comunhão em sociedade sem escravidão e adoecimento. O surgimento de uma doença crônica é um sinal mais que notório, de que chegou o momento de verdadeiramente cuidar.
* Nutricionista (CRN9:19002). Graduada em nutrição pela faculdade Pitágoras de Ipatinga. Pós-graduanda em Nutrição Oncológica - Hospital Israelita
Albert Einstein. Pós-graduanda em Nutrição Materno infantil
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