10 de dezembro, de 2018 | 15:26
Boa hora
Fernando Rocha
Domingo sem carne no almoço ou sem futebol para acompanhar, seja no rádio ou pela TV, é a mesma coisa. Deixa quem ama esse esporte, e outros por razões de ofício, como uma galinha que perdeu os pintos ou um cachorro que caiu de uma mudança.Felizmente, para os ipatinguenses, em boa hora o futebol amador veio suprir esta lacuna no último fim de semana, com várias decisões de títulos nas competições organizadas pela LDI, envolvendo a criançada do Sub-10, 12, 15 e por aí vai, levando muita gente bonita, pais, familiares dos atletas, torcedores em geral às arquibancadas do Ipatingão, que ganhou um colorido especial, enquanto nas categorias adultas eram decididos os finalistas, aqueles que vão brigar pelo título de uma das mais importantes e bem organizadas ligas amadoras do estado.
Estão de parabéns o presidente da Liga de Desportos de Ipatinga (LDI), Silvestre Antonio Ferreira, e toda a sua diretoria, por este trabalho que faz tão bem à sociedade, cumprindo seu papel junto aos jovens, proporcionando lazer e entretenimento a milhares de pessoas, com muita seriedade, organização e competência.
Fim da impunidade
Quem tem TV paga em casa pôde acompanhar a mais longa das finais da Copa Libertadores, ao fim da qual o River Plate conquistou o título em um jogo dramático, ao vencer o Boca Juniors de virada, por 3 a 1, no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha, com gols marcados no segundo tempo da prorrogação, após empate de 1 a 1 no tempo normal.
Foi o quarto título de Libertadores do River Plate na história, fato que o classificou para a disputa do Mundial de Clubes da FIFA, que começa já nesta quarta-feira (12) nos Emirados Árabes Unidos, com a estreia do time portenho marcada para o dia 18.
Após todos os lamentáveis atos de vandalismo registrados na Argentina, que tiraram a final daquele país e do continente, fica um sentimento geral, e não só dos argentinos, de que é preciso rever as leis, endurecer as penas impostas aos crimes deste gênero na América do Sul.
Claro que é preciso investir em políticas públicas, sobretudo na educação, que é tratada com desleixo e irresponsabilidade pelos nossos governantes. Mas se não houver um endurecimento das penas, como foi feito na Europa, a fim de acabar com o sentimento de impunidade, infelizmente nada irá mudar.
FIM DE PAPO
Tudo bem que o time do River Plate se mostrou mais eficiente, cirúrgico, decisivo, e não há o que contestar no título conquistado pelos Milionários”, sem qualquer interferência do assoprador de apito.
Mas não há como negar a contribuição dada pelo técnico do Boca Juniors, Guilhermo Barros Schelotto, que aos 17 do segundo tempo, ganhando o jogo, tirou o melhor jogador do seu time - e me arrisco a dizer, até da Libertadores -, Benedetto, para colocar quem? Ramon Àbila, um trombador de pernas desafinadas e velho conhecido dos torcedores do Cruzeiro, jogador limitadíssimo, para não dizer grosso mesmo, que fez o River crescer e tomar conta da partida.
O técnico do Boca Juniors é um bom treinador e já provou isso, mas foi muito mal nas substituições. Como dizia o velho e saudoso Otto Glória, ex-técnico de grandes times brasileiros nas décadas de 1960/70 e que levou a Seleção de Portugal a um terceiro lugar na Copa de 1966 na Inglaterra, a melhor colocação já obtida pelos nossos patrícios em mundiais, vida de técnico é assim: quando ganha é bestial, mas se perde é uma besta”.
Lucas Pratto já havia brilhado no jogo de ida no Estádio La Bombonera, fazendo um gol e participando de outro no empate de 2 x 2 com o River. Na decisão em Madrid, no último domingo, de novo foi destaque ao fazer o gol de empate, tornando-se o artilheiro do time na Libertadores, com quatro gols. Pratto ainda comemorou ao estilo Reinaldo nos anos 80, com o braço direito erguido e o punho fechado, levando ao delírio a torcida do Galo, que ainda o considera como ídolo e lamenta o fato da sua diretoria tê-lo preterido para contratar Fred.
Quem vai parar o Palmeiras? Esta é a pergunta que não quer calar e preocupa atualmente a maioria dos dirigentes de grandes clubes do futebol brasileiro, assustados com o poderio econômico atingido pelo time paulista, que, por conta disso, tende a se tornar cada vez mais forte, por ser também bem administrado por manter gente competente atuando no seu departamento de futebol.
Com dinheiro sobrando, o Palmeiras vence qualquer concorrente nacional quando se trata de contratar reforços, além de possuir uma categoria de base muito forte. No último sábado, humilhou o River Plate aplicando-lhe uma goleada de 6 x 0 na Copa RS/Sub-20. Enquanto isso, o time Sub-20 do Atlético voltava para casa mais cedo, eliminado que foi pelo Toluca, do México. O Galinho vencia por 1 x 0 e se classificava para a fase seguinte até os 48 do 2º tempo, quando sofreu o gol de empate. (Fecha o pano!)
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