08 de dezembro, de 2018 | 11:59
Família é atacada por quatro assaltantes no bairro Bethânia
Os quatro suspeitos de envolvimento no roubo foram identificados, um a um e presos ainda nesse sábado
Com atualização em 12/12 às 16h30Um ataque a uma residência na rua Boston, no bairro Bethânia, em Ipatinga, terminou com quatro acusados de envolvimento com o crime presos e recuperados os produtos levados pelos assaltantes. O roubo foi registrado por volta de 4h desse sábado (8). Na casa foram rendidos, um homem de 47 anos, uma mulher de 52 e uma jovem de 28, que mora na parte de baixo do imóvel. Os criminosos renderam as vítimas enquanto elas ainda dormiam, na madrugada.
As vítimas informaram para a Polícia Militar que os criminosos entraram na casa, possivelmente, pelo terraço, um local de difícil acesso. Eles foram surpreendidos enquanto dormiam.
O proprietário do imóvel disse que os criminosos queriam que ele entregasse uma pistola. O homem informou aos assaltantes que não possui arma de fogo. Entre os criminosos, dois estavam com toucas ninja e dois deles com camisas amarradas no rosto. Cada um portava uma arma de fogo. As pessoas da casa foram amarradas e os assaltantes passaram a revirar tudo em busca de bens de valor.
Foram roubados, uma bolsa contendo R$ 3.500, perfumes, joias, telefones celulares, entre outros objetos. Os criminosos deixaram a família amarrada e fugiram. Depois que as vítimas se soltaram acionaram a polícia que deu início aos levantamentos para a localização da quadrilha.
Por volta de 12h de sábado a polícia confirmou que os quatro envolvidos no assalto foram presos e, com eles, recuperados os produtos do roubo. Os suspeitos foram encontrados na rua Tucumã, entre o Bethânia (Vila Militar) e o Canaã, e tentaram fugir do cerco policial. Alguns deles se machucou ao pular muros e residências durante a fuga.
Os presos, todos com passagens pela polícia, foram identificados: Jeferson Broseguini Miguel, de 26; Weverton Patrick dos Reis Pereira, de 28 anos; Warley Alves Martins, 29; e Daniel Wattson Costa Siqueira, de 24 anos.
Foram apreendidos com os detidos dois revólveres, ambos de calibre 38, municiados e recuperados quase todos os objetos roubados, como celulares, joias, perfumes, dinheiro e outros objetos pessoais. Eles foram encaminhados para a delegacia de Polícia Civil após a confecção da ocorrência.
Agente penitenciário preso denuncia abuso de autoridade
Durante as buscas aos assaltantes, uma equipe de policiais militares abordou um agente penitenciário, que deixado o serviço no Ceresp de Ipatinga e ia para casa. Conforme o relatório da Polícia Militar, o agente foi conduzido ao posto da PM, no bairro Iguaçu, onde assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado, ainda no sábado. O agente foi liberado após as averiguações e divulgou um vídeo para registrar lesões provocadas em seus pulsos, ao ser algemado.
O advogado Marcos Lana, que representa o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária informou ao Diário do Aço, na quarta-feira (12) que não houve entendimento com a Polícia Militar, uma vez que o militar envolvido na abordagem representou contra o agente pelo crime de desobediência.
"Tendo em vista a forma como a abordagem foi realizada, hoje protocolamos pedidos junto ao Ministério Público e a Polícia Civil para abertura de investigação sobre o caso", informou o advogado.
Conforme o advogado, o agente havia acabado de deixar plantão na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba e encontrava-se uniformizado, com identificação do sistema prisional de um lado e o nome do agente do outro. "
Fato é que os militares não fizeram o procedimento de identificação no momento da abordagem, apenas após o agente ter sido algemado, posto no compartimento de segurança e depois que todos os criminosos envolvidos no roubo terem sido apreendidos.
De modo que a alegação de resistência não encontra suporte na forma como a situação ocorreu", aponta o advogado.
Conforme Marcos Lana, a abordagem foi feita em desacordo com o que preceitua a Portaria Conjunta n 196/2015.
"Principalmente ao que concerne a abordagem em si e a necessidade de informação à unidade a qual pertencia o agente. Com relação aos nossos procedimentos junto ao MP foi realizada representação por abuso de autoridade.
Junto à Polícia Civil foi requerida a abertura de inquérito pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado, denunciação caluniosa e tortura. Todos com base nas imagens feitas por moradores da região que filmaram a ação policial", conclui o delegado.
MAIS FOTOS
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
















Wallace
14 de dezembro, 2018 | 21:29Um.servidor público q desempenha seu trabalho sem reconhecimento aos olhos da sociedade, para seu carro em frente a oficina, para poder chegar em sua casa, após 24 horas de serviço, identificado, até pelo dono da oficina, além de estar uniformizado, ainda e jogado no chao, algemado e tratado como bandido, e muita vaidade. Imagina um cidadão comum..”
Sargento Garcia
11 de dezembro, 2018 | 10:09Vamos apurar que atrás desse mato tem coelho. Tem mais coisas para vir à tona aí. Escrevam isso.”
Sabonete
10 de dezembro, 2018 | 07:26OLHA A FALTA QUE FAZ UM PAREDÃO DE FUZILAMENTO.....!!”