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04 de dezembro, de 2018 | 07:00

Vale do Aço conquista pela primeira vez o Fabricianense e de forma invicta

O título, conseguido nas cobranças de penalidades máximas diante do Real Madri (5 a 3)

Tiago Araújo
Vale do Aço levou o troféu após bater o rival nos pênaltisVale do Aço levou o troféu após bater o rival nos pênaltis

O feito do Vale do Aço na decisão do Campeonato Amador de Cel. Fabriciano, disputado na manhã do último domingo no Campo do Social, foi duplamente comemorado. Afinal, quebrou uma escrita de nunca ter levantado a taça de campeão e acabou conseguindo de forma invicta. O título, conseguido nas cobranças de penalidades máximas diante do Real Madri (5 a 3), tradicional rival, foi muito comemorado pelas centenas de torcedores que estiveram no estádio e posteriormente na resenha organizada pela diretoria e apoiadores do clube.

A final do Fabricianense, que este ano foi disputado por 13 clubes, organizado pela Liga Desportiva de Cel. Fabriciano (Lidecel), com apoio da Prefeitura Municipal, foi em grande estilo. As arquibancadas do Louis Ensch receberam mais de mil torcedores, que empurraram os dois times o tempo inteiro. Mesmo com este incentivo o placar não saiu do 0 a 0, forçando a disputada de penalidades. Nos dois tempos de bola rolando, muito empenho dos jogadores, diversas chances criadas e, o mais importante, o jogo não caiu de ritmo mesmo sendo disputado em um campo muito diferente dos locais habituais dos jogos ao longo da competição.

Equilíbrio desde o início

O jogo foi disputado num ritmo intenso desde os primeiros minutos por parte dos dois times, porém com equilíbrio no meio campo, motivo pelo qual poucas chances ocorreram. Aos 21 minutos o Vale do Aço criou a primeira boa oportunidade, em jogada construída por Vandim pela direita, que rolou para Valcim chutar com perigo à esquerda da meta adversária. Nove minutos depois, outro susto à defesa do Real Madri, quando o Benhur foi recuar para o goleiro Juninho, mas tocou fraco demais. Graveto, que estava por perto, viu o erro do zagueiro e correu em direção à bola, mas Juninho foi mais rápido e conseguiu chegar a tempo para afastar o perigo.

Já aos 35 minutos, foi a vez do Real Madri assustar a torcida do time rival. Em um contra-ataque, Gustavo tabelou com Bigode, e saiu de frente para o gol, dentro da área, mas a zaga isolou a bola. Aos 48 minutos, outro lance do Vale do Aço: Boi Bandido dominou a bola pela esquerda, após um lançamento, e chutou para o gol, dentro da área, mas o goleiro Júlio fez boa defesa, espalmando para fora.

Empenho, mas sem gols

O quadro do segundo tempo não se alterou, em que pese o apoio recebido das arquibancadas e dos bancos de reservas dos dois times. As diversas modificações também não conseguiram fazer com que os dois bons goleiros e as seguras zagas fossem vencidos.

Aos 13 minutos, ataque do Real Madri, quando Bigode driblou a zaga e chutou em cima do goleiro do Vale do Aço, que defendeu sem dificuldades. Aos 16, Pepê deu o troco para o Vale do Aço, ao receber um cruzamento próximo à área e chutar forte de primeira; Juninho conseguiu defender mais uma vez. Aos 32, Pepê mais uma vez arriscou. O lateral recebeu na meia lua, girou e tentou acertar o ângulo do gol, mas foi para fora. Aos 38, a resposta do Vale do Aço e último lance de perigo, com Boi Bandido, que arrancou pela direita, até ficar próximo da grande área, e chutou forte, na direção do goleiro Juninho, que defendeu.

Pênaltis e festa do título

Conforme previsto no regulamento, com a igualdade a definição do campeão teria que ocorrer nas cobranças de penalidades. Escolhido o gol do lado da Rua 12 de Outubro, as emoções foram ao nível mais alto. A cada cobrança, as vibrações aconteciam dentro ou fora do campo, independentemente do acerto ou erro. O detalhe é que as cobranças não convertidas foram todas defendidas pelos goleiros, demonstrando preparo e concentração para aquele momento.
Ao final, 5 a 4 para o Vale do Aço e comemorações. Suas cobranças foram convertidas por Graveto, Pepê, Marquinhos, Beto e Vandim. Somente Saraiva errou a cobrança (defesa do goleiro Juninho).

Para o Real Madri converteram Benhur, Dê, Dim e Daemon. Hudy e Pool não converteram - defesas do goleiro Júlio.
O Vale do Aço levantou o título inédito jogando com: Júlio; Túlio (Marquinhos), Gugu, Fabim e Pepê; Valcim (Saraiva), Kennedy (Branquinho), Vandim e Beto; Graveto e Boi Bandido (Atim). Técnico: Wanderson Lisboa.

O Real Madri foi o vice-campeão com os seguintes jogadores: Juninho; Foquinha, Benhur, Eron e Dim; Maikim (Matheus), Pool, Hudy e Dê; Gustavo e Bigode (Daemon). Técnico: Valfrido Rodrigues.

O árbitro, com ótimo trabalho, foi Deivson Mendel, auxiliado por Marcelo Ramos Reis e Vítor Nobre.


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