Com área interditada desde 2016, muro do estádio Ferreirão desaba

Neste ano, a manutenção do campo passou a ficar a cargo da Escolinha de Futebol Ney da Matta

28/11/2018 às 20:30
Fernando Lopes
Telhas tapam o buraco deixado com a queda do muro, de modo paliativo

Outra parte do muro do Estádio Municipal João Teotônio Ferreira, o Ferreirão, localizado entre os bairros Ideal e Bom Jardim, desabou. A área próxima do muro que faz divisa com a rua Joaquim Cardoso foi interditada no fim de 2016, pela Defesa Civil, exatamente pelo risco de queda da construção. A queda foi na tarde de terça-feira (27).
A interdição foi realizada quando o campo estava cedido sob comodato para o Ideal Futebol Clube. Na época, o Diário do Aço publicou a iminência da queda do muro, devido a inclinação. Desde então, apesar das notificações da Defesa Civil, nada foi feito pelo clube.

Neste ano, a manutenção do campo passou a ficar a cargo da Escolinha de Futebol Ney da Matta. Em entrevista ao Diário do Aço, Ney informa que medidas estão em andamento para a recuperação do muro.

“Providenciamos um tapume com telhas no local onde o muro caiu e iremos reconstruir em breve. Uma outra parte do muro caiu na semana passada e estamos realizando a construção de quase 200 metros. Também iremos reconstruir a parte que caiu na terça-feira logo”, declara o técnico.

O responsável pelo Ferreirão salienta ainda que no local já foram feitas diversas melhorias. “Antes de assumirmos o comando, o estádio estava em situação de abandono. Já fizemos diversas outras obras, outros investimentos, para conseguirmos levar em frente o projeto da escolinha. Inclusive, aproveito para solicitar auxílio do município de Ipatinga e das grandes empresas da cidade para realizarmos as demais obras que ainda são necessárias”, informa Ney.
O Poder Executivo de Ipatinga respondeu que ainda apura o caso.

Descaso antigo

A inclinação do muro do estádio Ferreirão iniciou-se há uns 12 anos. É o que dizem moradores do entorno do campo. Os torcedores denunciaram a situação de risco por diversas vezes, assunto tratado, inclusive, pelo Diário do Aço, mas nem a Administração Municipal, proprietária do campo, nem a responsável pelo local, a diretoria do Ideal Futebol Clube, tomaram providências.

Em novembro de 2012, o estádio passou por reformas que ampliou a capacidade do estádio para três mil pessoas. Contudo, o depósito irregular de entulhos da obra, seis anos atrás, incomodou os moradores e acabou criando um bota-fora clandestino em torno do estádio. A situação também foi publicada pelo Diário do Aço e, somente em março de 2013 foi solucionada.
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