22 de novembro, de 2018 | 16:16
Alimentação fora de casa e saúde, como fechar essa conta?
Nayara Santos Zímer *
A cultura da alimentação fora do lar” ou comida de rua”, é uma realidade para mais de 42% da população brasileira. Parece um número alto e de fato é, contudo, em comparação a outros países desenvolvidos, esse número ainda é baixo. Em números crescentes, dados de estudos científicos e estudos populacionais mostram o quanto as pessoas estão ficando cada vez mais doentes, estatisticamente em conjunto com a transição cultural de comer fora de casa.As refeições feitas na rua, rapidamente se tornaram sinônimos de comida rápida, dando lugar a ascensão das grandes empresas de Fast foods, lanchonetes e restaurantes. Ainda que, os restaurantes sejam mais procurados pelos clientes, segundo dados de estudo científicos. Esses ofertam grande variedade de alimentos, entre saudáveis e pobres em nutrientes, como diversas frituras, muitos empanados entre outros.
É sabido que nocivo não é o fato de comer fora de casa, mas sim o que comer. O fato de se alimentar na rua, tem o poder de agregar a isto pressa, imediatismo, que desencadeia uma cascata tendo como principal agente a ansiedade. Esse sentimento tem o poder de alterar o funcionamento do corpo, pelas ações hormonais que provoca.
É de suma importância que, para que se tenha qualidade de vida, comendo fora de casa, o indivíduo tenha critérios. Tais como, a não substituição de almoço por salgados fritos, doces ou refrigerantes. Conhecer onde se come é fundamental para a saúde, lembrando que mais que nutritivo os alimentos precisam estar dentro dos padrões de higiene, para que não haja contaminação alimentar entre outros prejuízos à saúde.
Encontrar um restaurante que tenha boa variedade de alimentos diariamente e que seja mais próximo do trabalho ajuda a não comer com tanta pressa, muitas vezes com o telefone nas mãos, se pensar e aproveitar de forma saudável o horário do almoço.
Lembrar que somos o resultado de um cuidado diário é de suma importância para as escolhas do dia a dia. Afinal, a boa nutrição está ligada diretamente ao equilíbrio, qualidade de vida e longevidade.
* Nutricionista (CRN9:19002). Graduada em nutrição pela faculdade Pitágoras de Ipatinga. Pós-graduanda em Nutrição Oncológica - Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduanda em Nutrição Materno infantil.
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