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07 de novembro, de 2018 | 20:15

R$ 39,2 mil: Senado aprova aumento para STF e Ministério Público

Por causa do efeito cascata, com aumentos em outras categorias, cálculos apontam o impacto de R$ 6 bilhões para os estados

Apesar de muitos discursos contrários às propostas, Plenário aprovou projetos com ampla maioria de votos / Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoApesar de muitos discursos contrários às propostas, Plenário aprovou projetos com ampla maioria de votos / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (7) o projeto (PLC 27/2016) que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta eleva os subsídios mensais dos ministros em 16,38% — dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Foram 41 votos a favor e 16 contrários, além de uma abstenção.

Os três senadores que representam Minas Gerais votaram pela aprovação do aumento salarial de 16,38% para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto foi aprovado em plenário no início da noite desta quarta-feira (7).

Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Zeze Perrella (MDB) seguiram as orientações partidárias para que a pauta bomba fosse aprovada.

O Senado também aprovou o aumento do salário do procurador-geral da República, com ganhos mensais fixados no mesmo patamar definido para os ministros do STF (PLC 28/2016). As duas matérias agora seguem para a sanção da Presidência da República e os reajustes passam a valer na data da publicação da futura lei.

Ao concluir a votação das matérias, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, ressaltou que as propostas já haviam sido aprovadas pela Câmara dos Deputados, e disse que há um compromisso do presidente do Supremo Tribunal Federal em não impactar o Teto de Gastos:

— O ministro Dias Toffoli me autorizou, inclusive, a relatar a este Plenário que não haverá aumento do teto de gasto dos órgãos. Portanto, está mantida a Emenda constitucional 95, aprovada pelo Congresso Nacional.

Eunício indicou o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) para dar o parecer dos projetos em Plenário. O senador defendeu o aumento, mas apontou que, com o decurso de mais de dois anos de tramitação, havia a necessidade de adequações para ajustar o texto às condições atuais. Ele fez alterações para evitar “a leitura incorreta” de que o aumento poderia ser retroativo ao ano de 2016 — quando a proposição foi apresentada. De acordo com Fernando Bezerra, o projeto não trará impacto financeiro, já que o auxílio-moradia pago a juízes e ministros será extinto.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) admitiu que o momento pode não ser o mais propício para o aumento do STF. Renan, no entanto, anunciou o voto favorável ao aumento, para “não trincar a relação entre os poderes”. Ele ainda defendeu o fim do efeito cascata e disse acreditar na vontade do Judiciário de acabar com o auxílio-moradia e outros penduricalhos.

Romero Jucá (PMDB-RR) disse entender a ótica da responsabilidade fiscal e o discurso político de quem é contrário à proposta. Ele ressaltou, porém, que o Judiciário é independente para propor seus próprios aumentos. Para o senador, não é verdade que o projeto vai aumentar a despesa do Judiciário, pois o conjunto de gastos estará limitado pela emenda do teto de gastos (EC 95).

— Vou votar a favor porque respeito a autonomia do Judiciário e existe o teto de gastos — argumentou Jucá.

Irresponsabilidade
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que havia dado parecer contrário ao projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), reafirmou seu entendimento de que o aumento é indevido para o momento, por conta do chamado efeito cascata. Segundo o senador, alguns cálculos apontam o impacto de R$ 6 bilhões para os estados. Ele disse ainda que, pela falta de previsão orçamentária, o projeto pode ser considerado inconstitucional.

— As violações são flagrantes no texto e também no mérito, já que esse projeto pode representar a deterioração das contas públicas — afirmou o senador.

Na visão do senador Roberto Requião (PMDB-PR), é preciso “dizer não à caixa preta do Judiciário”. Ele destacou que vários juízes ganham acima do teto constitucional, com vencimentos de mais de R$ 60 mil e criticou a “falta de transparência” nos salários da Justiça. O senador Reguffe (sem partido-DF) também se manifestou contrariamente ao aumento, que seria “um desrespeito ao contribuinte brasileiro” e defendeu a eliminação dos chamados “penduricalhos” do Judiciário.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), seria uma irresponsabilidade com o Brasil aprovar esse tipo de aumento. Na mesma linha, Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que o Congresso não pode ficar desconectado do povo e chamou o projeto de “pedalada explícita” e “irresponsabilidade fiscal”.

— Vamos ter responsabilidade e votar contra essa indecência — pediu Cristovam.

Último aumento
O último aumento do salário dos ministros do STF, que serve de teto para o funcionalismo público em todo o Brasil, ocorreu em janeiro de 2015. O valor foi fixado em R$ 33.763,00. Na mesma ocasião, foi fixado valor idêntico para o salário do procurador-geral da República e para o subsídio mensal de deputados e senadores. (Agência Senado)
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Comentários

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Jose

08 de novembro, 2018 | 13:45

“Anastasia votou a favor, ainda bem que perdeu a eleição.”

Luiz Fernado Almeida..

08 de novembro, 2018 | 09:02

“Bom gente essa atitude do plenário do senado tem que ser aplaudida de pé.. porque eles fazem isso pensando nos milhões de brasileiros que não tem uma moradia digna ,não tem um plano de saúde sequer e eles teem razão porque o que esta pesando nessa"P" de país é a droga da previdencia...
"BRAZIL MOSTRA SUA CARA.
.QUAL É O SEU NEGOCIO?
O NOME DO TEU SÓCIO ...
CONFIA EM MIM...BRAZIL..ZIL..ZIL..ZIL"”

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