20 de outubro, de 2018 | 23:47
Policiais são autuados por tiroteio com um morto e feridos em Juiz de Fora
Polícias de Minas Gerais e São Paulo investigam incidente com troca de tiros entre policiais; caso é marcado por sigilo
Troca de tiros deixa um morto em estacionamento do Monte Sinai Foto: Fernando Priamo/Tribuna de MinasUma investigação aberta pelos comandos das polícias Civil e Militar dos estados de São Paulo e de Minas Gerais apura um incidente que envolveu policiais dos dois estados em uma intensa troca de tiros em Juiz de Fora na sexta-feira (19).
No tiroteio, um policial civil mineiro morreu atingido por um tiro. Outras duas pessoas foram feridas a tiros, dentre elas, o policial paulista que atirou no policial mineiro. A troca de tiros foi registrada às 15h30, no estacionamento de um condomínio de consultórios médicos do Hospital Monte Sinai, no centro de Juiz de Fora.
O policial civil Rodrigo Francisco, de 37 anos, lotado na Delegacia da PC em Juiz de Fora, foi ferido com um tiro e morreu. Dez homens foram presos, entre eles, nove policiais paulistas.
A investigação das polícias dos dois estados visa apurar o que os policiais civis, dentre eles dois delegados, paulistas, faziam em Minas Gerais. A missão não era oficial e a polícia mineira não foi comunicada de nenhuma operação policial no território mineiro, informou o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária, Carlos Capistrano, que acompanhado do chefe do 4º Departamento de Polícia Civil, Carlos Roberto da Silveira, falaram à imprensa na tarde de sábado (20).
Capistrano confirmou que foram autuados quatro policiais civis do Estado de São Paulo por lavagem de dinheiro, um internado em estado grave por homicídio e três de Minas Gerais por prevaricação, que é o crime cometido por agente público que vai contra seu ofício. Outros cinco policiais de São Paulo foram ouvidos e liberados. O Grupo de Operações Especiais (GOE) de São Paulo, está em Juiz de Fora para apurar o envolvimento dos policiais daquele estado no crime.
Dinheiro verdadeiro e falso
A PCMG confirmou que os policiais de São Paulo levavam malas com cerca de R$ 15 milhões em cédulas de R$ 100. A maior parte das notas é falsa e estava escondida em meio a notas verdadeiras.
Um suposto empresário, que não teve a identidade divulgada, teria saído ileso do tiroteio e retornado a São Paulo, de avião. Além de não divulgar o nome desse empresário, as polícias dos dois estados também faz mistério em torno dos nomes de outros envolvidos.
O policial que permanece internado, em estado grave, é acusado de ser autor do disparo que matou o policial civil mineiro Rodrigo Francisco, durante a troca de tiros.
A Polícia Civil mineira confirmou que três policiais mineiros envolvidos na confusão também foram indiciados por prevaricação, crime cometido quando o agente público deixa de cumprir obrigação inerente ao seu ofício. O motivo não foi revelado.
O que se sabe, de fato é que os policiais de São Paulo faziam abordagens com armas em punho, no condomínio. Dois mineiros teriam se identificado como policiais e tentado rendê-los. Outros policiais paulistas que davam cobertura teriam iniciado o tiroteio.
A troca de tiros só parou quando viaturas das polícias Civil e Militar cercaram a área. Quatro policiais conseguiram fugiram em um carro, mas foram capturados horas depois pela PM. As malas com dinheiro foram aprendidas em seis malas apreendidas com os paulistas. Quando o tiroteio parou o policial civil Rodrigo Francisco foi encontrado morto no local.
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