20 de outubro, de 2018 | 11:20

Ipatinga tem risco médio de infestação por Aedes aegypti

Os dados constam no quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa)

Secom/PMI
Capacitação de mais 200 ACS's no auditório do Hospital MunicipalCapacitação de mais 200 ACS's no auditório do Hospital Municipal

Vistoria realizada por Agentes de Combate a Endemias (ACE’s) em 4.215 imóveis do município no período de 15 a 18 de outubro, aponta infestação larvária de 2,3%, ou seja, a cada 100 casas, lotes vagos e prédios públicos vistoriados pelos ACE’s, em dois foram encontrados focos do Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Os dados constam no quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa).

Conforme a Secretaria de Saúde houve aumento de 0,3% em comparação com a última sondagem, realizada em agosto. O Ministério da Saúde, aponta que o índice é considerado de alerta quando está entre 1% e 3,9%. A situação de surto ocorre quando o número é igual ou superior a 4% e o índice satisfatório é abaixo de 1%. Os números mais preocupantes foram apurados no Bom Jardim, Ferroviários, Horto e a região classificada como área industrial de Ipatinga.

O Departamento de Vigilância em Saúde de Ipatinga acrescentou que registrou, até o início desse mês, 3.658 casos de dengue e chikungunya no município.

Situação por área

Segundo análise feita pelos técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Ipatinga, os indicadores estão muito acima do limite máximo recomendado pelas autoridades de saúde. A vistoria revelou também os bairros que apresentaram maiores índices de infestação:


Ações

Entre as ações efetivas para enfrentar a situação, o governo informa que estão em prática, a retirada de toneladas de entulhos das vias públicas, limpeza de bocas de lobo e conscientização das famílias da importância de se eliminar água parada dentro de casa, divulgação nas unidades de saúde e escola, capacitação de mais de 200 Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s), no auditório do Hospital Municipal de Ipatinga e um plano de contingência elaborado pelos profissionais da Saúde para enfrentar o período chuvoso no do ano.

A enfermeira referência técnica em arboviroses no município, Marilda Ferreira, alerta que “este é um momento de muita atenção principalmente pela circulação do vírus mais grave transmitido pelo Aedes Aegypti, a Dengue tipo 2”.

“O ambiente está propício para a proliferação do mosquito. Quando tem chuva, aumenta a oferta de criadouros e, quando a temperatura aumenta, aumenta também a velocidade do desenvolvimento do vetor. O mosquito leva de sete a dez dias para se desenvolver de ovo a adulto, e a forma mais eficiente de evitar surtos das doenças transmitidas por ele é eliminar o ciclo de vida do inseto”, explica a profissional.
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