19 de outubro, de 2018 | 01:00
Audiência pública questiona lisura de compras feitas por adesão à atas em Coronel Fabriciano
O assunto já tinha sido alvo de debates na imprensa e mídias sociais, entre o chefe do Executivo, Marcos Vinicius Bizarro (PSDB), e vereadores
Divulgação
Audiência pública terminou com esclarecimentos de projeto de iluminação publica e manifestação de populares pedindo investimentos em saúde
Uma audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Coronel Fabriciano essa semana colocou em discussão o Projeto de Lei 2941/2018, que dispõe sobre a abertura de crédito orçamentário especial, no valor R$ 510.098,94, cujo objeto é a transferência de convênio (Termo de Cooperação Técnica nº 17/2018 assinado com a Eletrobrás para repasse de recursos financeiros). Esse recurso, segundo justificativa do governo, será usado na troca da atual iluminação de vias públicas por lâmpadas de led.
Audiência pública terminou com esclarecimentos de projeto de iluminação publica e manifestação de populares pedindo investimentos em saúde O assunto já tinha sido alvo de debates na imprensa e mídias sociais, entre o chefe do Executivo, Marcos Vinicius Bizarro (PSDB), e vereadores. Na audiência pública não foi diferente, com discursos acalorados entre as partes. Representantes da prefeitura, dezenas de servidores em cargos comissionados e populares foram acompanhar a audiência. Entre a população, houve quem levantasse a voz para defender investimentos na saúde em vez de gastos com trocas de lâmpadas.
Durante a Audiência, foi esclarecido pelos secretários que o município não corre o risco de perder os recursos, como anunciado pelo prefeito Marcos Vinícius Bizarro, uma vez que o Termo de Cooperação Técnica assinado com a Eletrobrás, tem vigência de 12 meses, a contar a partir do último mês de junho.
Também foi desmentido outro fato narrado por Marcos Vinícius, quando declarou em rede social que o presidente da casa legislativa, vereador Luciano Lugão e o vereador Adriano Martins são os responsáveis por atrasar a votação do PL 2941//2018. O presidente da casa legislativa mostrou aos presentes no plenário que o projeto corre dentro dos trâmites legais exigidos por lei e que será votado dentro do que preconiza o Regimento Interno da Câmara.
Carona
Em seu aparte, o vereador Marcos da Luz (PT), além de solicitar cópia do referido Termo de Cooperação Técnica, celebrado em 12/06/2018, exigiu também do governo esclarecimentos acerca da Adesão à Ata nº 10/2018, no valor de R$ 16.247.244,90, publicada pelo Município em 15/06/2018, com a relação das obras e locais que serão executadas, tendo em vista tratar-se de objetos que guardam significativa semelhança.
O vereador criticou o desrespeito do prefeito para com o Poder Legislativo e a pressão exercida por ele sobre a Casa para aprovação às pressas do projeto, com a justificativa de prazo até outubro para celebrar o convênio, sendo que o mesmo foi celebrado no mês de junho, há quatro meses, e tem o prazo de vigência de 395 dias, ou seja, até o segundo semestre de 2019.
Durante a Audiência, foi esclarecido pelos secretários que o município não corre o risco de perder os recursos, como anunciado pelo prefeito Marcos Vinícius BizarroSobre a Adesão à Ata nº 10/2018” com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área da Sudene - CIMAMS, no valor superior a R$ 16 milhões, o parlamentar denunciou que esta prática, conhecida como carona”, tem sido recorrente na atual Administração, o que, em sua opinião, cerceia a livre concorrência e a competitividade do certame, traz prejuízos à economia local, impedindo a participação dos empresários e prestadores de serviços da cidade.
Para o vereador o instituto da adesão à ata deve ser uma exceção e não uma regra. Ele disse que o procedimento compromete a transparência, a fiscalização e o efetivo controle por parte da Câmara e da sociedade. Acaba por privilegiar o vencedor de apenas um certame, normalmente de outras regiões e até de outros Estados, afastando a possibilidade da seleção mais vantajosa para a administração pública”, enfatizou.
O parlamentar usou o tempo de sua fala para contestar os procedimentos de adesão à ata, adotados pela atual gestão, dizendo que os mesmos agravam os princípios da moralidade administrativa e da impessoalidade, afrontando ainda os princípios da competição e da igualdade de condições”.
Por fim, ele disse que o chamado mercado de atas” é altamente pernicioso, pois fere vários princípios, frustra a sistemática legal e constitucional da licitação, violando a economia de escala, pois os preços são registrados para uma quantidade inicial, numa determina região e acabam servindo para se realizar inúmeras contratações país afora, isso podendo inclusive levar ao superfaturamento”, concluiu.
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