16 de outubro, de 2018 | 11:05

Morre aos 78 anos o lendário repórter policial Gil Gomes

Jornalista policial sofria do Mal de Parkinson e desde 2005 lutava para conter a doença degenerativa

Reprodução
Jornalista fez sucesso por gesto característico com as mãos, ao fazer narrativas mirabolantes de casos policiais de grande repercussãoJornalista fez sucesso por gesto característico com as mãos, ao fazer narrativas mirabolantes de casos policiais de grande repercussão

Dificilmente você encontrará no Brasil um ouvinte, leitor ou telespectador de crônica policial que não conheça a lenda do noticiário policial chamada,Cândido Gil Gomes, mais conhecido como Gil Gomes.

O repórter especializou-se em narrativas folclóricas de casos policiais investigativos, do Rio de Janeiro, São Paulo e outras partes do Brasil. Ele começou no rádio e passou por praticamente todas as maiores emissoras de televisão do país.

Gil Gomes morreu aos 78 anos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. O ex-repórter policial passou mal na segunda-feira (15) e foi encaminhado desacordado ao Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista, mas não resistiu. A informação foi confirmada pela família do jornalista, conforme divulgado pela rede Record.

Gil sofria de Mal de Parkinson e desde 2005 lutava para combater a doença degenerativa que o fez perder o equilíbrio, além de ter dificuldades de se mover e sofrer com tremores. Ele era casado pela segunda vez, com Eliana Izzo, com quem teve duas filhas — Flávia e Nathalie. Antes dela, Gil viveu durante 14 anos com a escritora Ana Vitória Vieira Monteiro. Juntos, eles tiveram três filhos: Daniel, Vilma e Guilherme — que morreu ainda jovem vítima de hepatite C. O jornalista também deixou quatro netos.

Lendário

Gil Gomes se tornou um dos grandes nomes do rádio e da televisão brasileira por seu trabalho no jornalismo investigativo. O ex-repórter iniciou sua carreira na extinta Rádio Marconi, na década de 1960. Entre os anos 1991 e 1997, Gil conquistou o grande público na televisão ao integrar o time de repórteres do extinto Aqui Agora, programa do SBT. Foi o auge de sua carreira, pois finalmente uma conhecida voz do rádio ganhava forma na tela da TV. "Gil Gomes, Aqui, Agora!", o bordão com o qual encerrava as matérias, caiu no gosto popular e era imitado nas ruas.

Na ocasião, ele chamou a atenção por conta da linguagem popular e da dramatização que fazia para narrar as reportagens sobre crimes. As aparições de Gil eram marcadas com um gesto característico que ele fazia com a mão.

Em 1999, o ex-repórter participou da Escolinha do Barulho, da RecordTV e também comandou um programa na Rádio Tupi.
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