Divulgação Câmara
Tiririca é reeleito para o terceiro mandato
Para quem eventualmente ficar assustado com a
eleição do ex-ator pornô, Alexandre Frota, para a Câmara Federal, por São Paulo, mais uma surpresa.
Após voltar atrás em relação a uma promessa de não se candidatar mais, o candidato a deputado federal Tiririca (PR-SP) foi reeleito com 445.521 mil votos, cerca de 2,15% do total, para o seu terceiro mandato.
Além dele, nomes como Eduardo Bolsonaro (PSL), Alexandre Frota (PSL) Joice Hasselmann (PSL), Celso Russomano (PRB) e Kim Kataguiri (DEM) também foram eleitos. Todos esses políticos ganharam noriedade por algo em comum: a militância de direita e antipetismo irredutível.
Tiririca anunciou que havia desistido da candidatura no fim de 2017 por se dizer "decepcionado com a Câmara", mas desistiu da desistência e, em agosto, se lançou oficialmente na disputa do pleito com um adendo: quer voltar às tribunas para poder disputar a presidência em 2022.
Um dos objetivos da campanha do humorista Francisco Everardo Oliveira Silva era ser eleito "com a maior quantidade de votos da história do país". Nas eleições de 2010, ele foi o deputado mais votado do país, com mais de 1,3 milhão de votos. Em 2014, o deputado ficou com a segunda posição entre os candidatos mais votados, com 1 milhão de votos. Este ano, Tiririca teve 453.855 votos.
Antes de virar político, Tiririca era conhecido por suas roupas coloridas e piadas em programas de televisão. Na sua primeira campanha à Câmara, ele usou como slogan "Tiririca, pior que tá, não fica."
Em 2013, o político chegou a ser apontado pelo jornal Financial Times como "reflexo da disfuncionalidade da política brasileira", já que, em sua primeira eleição, o palhaço se beneficiou a partir dos votos de protesto dos eleitores paulistas. O Financial Times relembra como os slogans da campanha eleitoral do comediante "deliberadamente" satirizavam a política brasileira.
Em uma das peças mais famosas, Tiririca confessava que não sabia exatamente qual era o papel de um deputado: "Você passa dias inteiros fazendo nada, só aguardando para votar alguma coisa enquanto as pessoas discutem e discutem".