24 de setembro, de 2018 | 15:11

Muita incompetência

Fernando Rocha

Divulgação
Causou estranheza a escalação inicial do Atlético, onde se viu o volante Adilson na reserva e Tomás Andrade titular pela direita, para enfrentar o Flamengo, no Maracanã, com mais de 40 mil torcedores presentes.

Por conta do impasse na renovação de contrato do jogador Adílson, pode ter entrado “colher de pau” da diretoria na escalação do time, obrigando o inexperiente e manipulável técnico Thiago Larghi a deixar de fora o experiente volante, causando enormes prejuízos à equipe.

Na direita, sem Luan para ajudar na marcação, o lateral peruano Trauco fez a festa em cima de Emerson, de onde saíram os dois gols que deram a vitória de 2 x 1 ao rubro-negro carioca, o primeiro deles marcado por Willian Arão com menos de dois minutos do 1º tempo.

Não deixa de ser louvável a intenção da atual diretoria em sanear as contas do clube, mas fica cada vez mais clara a falta que faz um técnico experiente, que saiba minimamente escalar jogadores nos lugares certos e, com a bola rolando, possa alterar a equipe para melhor.

Mesmo o elenco atual não sendo nenhuma ‘Brastemp’, fica a sensação de que poderia chegar mais longe do que um mero sexto lugar que ocupa até agora na maior competição nacional. “Não basta saber o que fazer. É preciso saber fazer”. Tostão.

Moral elevado
A vitória de virada sobre o Santos (2 x 1) no último domingo, no Mineirão, eleva o moral do time celeste para a difícil tarefa, amanhã, diante do Palmeiras, que vale passagem à final da Copa do Brasil.

Desde que Felipão assumiu o comando alviverde, o time cresceu nas três competições que disputa, por último, no Brasileirão, onde ocupa a vice-liderança, apenas um ponto atrás do líder São Paulo.

O rendimento da equipe de Mano Menezes, em casa, não tem sido satisfatório, seja nas competições de mata-mata ou no Brasileirão, e desta vez não foi diferente contra o Santos, agora bem dirigido por Cuca, valendo-se de inúmeras defesas espetaculares do goleiro Fábio, além da sorte algumas vezes em que a bola acertou a sua trave, para conseguir derrotar o Peixe.

Mesmo com a boa vantagem do empate, pois venceu o jogo de ida em São Paulo por 1 x 0, nada está decidido e será preciso jogar muito futebol para passar pelo Palmeiras, e continuar em busca do hexa na Copa do Brasil.

FIM DE PAPO
• Dos nove pontos disputados na 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, os times mineiros ganharam quase a metade (4), a começar pelo bom resultado do América no Morumbi, onde calou cerca de 50 mil torcedores do líder São Paulo, ao arrancar um empate de 1 x 1, resultado excelente, que garantiu sua permanência no meio da tabela, 12º lugar com 31 pontos ganhos, abrindo quatro pontos na frente do Ceará, o primeiro da zona de rebaixamento. Mateusinho foi o herói do Coelho, saindo do banco de reservas para bagunçar a defesa do tricolor paulista e fazer o gol de empate.

• Nas redes sociais os atleticanos estão, como dizia o saudoso narrador Fernando Sasso, “cuspindo marimbondo”, não aliviando de pesadas críticas jogadores e diretoria, mas, sobretudo, o diretor de futebol, Alexandre Gallo, e o técnico Thiago Larghi. São muitos os questionamentos. Por exemplo, Ricardo Oliveira de titular no comando do ataque, sem ao menos conseguir tocar na bola durante as partidas.

• Neste caso não há muito a fazer, pois os reservas (ou reforços) contratados pela atual diretoria alvinegra - Edinho e Denílson - são uma piada de mau gosto. Este último ganhou contrato de cinco anos com ótimo salário, e pelo batido da lata, deve se transformar em um noutro Emerson Conceição, lateral muito fraco que passou pelo clube de 2014 a 2016 e foi embora sem deixar saudades, mas que ganhou em abril deste ano uma ação milionária de indenização trabalhista, algo em torno de R$ 5 milhões.

• E por onde anda o jovem Alerrandro? Por que não fica sequer no banco de reservas? Quais são os jogadores da base do Galo, sobretudo os atacantes, prontos para serem lançados no time principal? Uma reportagem publicada na ultima quarta-feira pelo jornal “O Globo”, sob o título de “Mercado de Usados”, talvez explique esta falta de revelações da base, não só do Galo, mas da maioria dos clubes brasileiros.

• A excelente matéria, acrescida de um comentário pertinente do jornalista Rodrigo Campelo, mostra os erros de planejamento cometidos pelos dirigentes dos nossos principais clubes, que hoje gastam mais dinheiro na contratação de jogadores chamados “prontos”, sobretudo estrangeiros de países vizinhos na América do Sul, do que investem na formação e na preparação de jovens nas suas categorias de base.

O Brasil sempre foi um exportador de “pés de obra”, mas agora se tornou um importador de “bombas”, enchendo seus times de uruguaios, paraguaios, argentinos, venezuelanos, equatorianos e por aí afora, a maioria de qualidade um tanto quanto duvidosa. (Fecha o pano!)
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