19 de setembro, de 2018 | 18:04

Famílias de Ipatinga são inscritas para programa de moradias populares

No primeiro dia de inscrição, 820 famílias se inscreveram: 206 no Galpão do Parque Ipanema e 614 pela internet

Divulgação
Um posto de atendimento foi montado no galpão central do Parque Ipanema, para receber as pessoas sem acesso à internetUm posto de atendimento foi montado no galpão central do Parque Ipanema, para receber as pessoas sem acesso à internet

“Já perdi as contas de quantas casas eu morei em toda a minha vida. Quero ter a minha e sair do aluguel”. Este é o relato de Marluce Gomes Teixeira, 46 anos, moradora do bairro Tiradentes. Ela paga R$ 450 de aluguel e recebe apenas um salário mínimo por mês. Na manhã dessa quarta-feira (19), Marluce foi ao galpão central do Parque Ipanema para registrar sua inscrição e concorrer aos 240 apartamentos populares em fase de construção no bairro Nova Esperança, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2019. No primeiro dia de inscrição, 820 famílias se inscreveram: 206 no Galpão do Parque Ipanema e 614 pela internet.

Em parceria com o Ministério das Cidades, o governo de Ipatinga projeta a edificação de cerca de 1.400 unidades habitacionais no município, ainda dentro do atual mandato, em benefício de famílias com renda mensal de até R$ 1.800. O cadastramento dos primeiros interessados será realizado até 19 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e pode ser feito ainda em link na página de abertura do site da prefeitura (http://minhacasaminhavida.ipatinga.mg.gov.br).

No galpão do Parque Ipanema, uma equipe do Departamento de Habitação da Secretaria de Planejamento já está à disposição do público, e foi ali que também compareceu Edmar Pereira Gomes, de 34 anos. Ele contou que mora de aluguel com a família em uma casa de três cômodos, no bairro Bethânia. Paga R$ 250 por mês e tem um salário bruto de R$ 1.800. Casado e pai de dois filhos, Edmar não perdeu tempo. Informou que saiu do trabalho às 7h e esperou ansiosamente pelo início do atendimento. “Vim assim que fiquei sabendo. Preciso muito sair do aluguel e ter a minha própria casa. Se for sorteado, será ótimo”, disse.

Sorteio
A administração informou que todas as inscrições serão catalogadas num banco de dados único. Posteriormente, será realizado um sorteio em local público e amplo para definir os contemplados, a partir das famílias selecionadas segundo critérios de prioridade e que atendam aos principais requisitos do Programa Minha Casa, Minha Vida.
Além dos critérios nacionais de carência, a administração de Ipatinga adicionou como fator para pontuar em favor dos interessados a comprovação de residência no município por um período de no mínimo cinco anos. São prioridades famílias em situação de aluguel social, residentes em áreas de risco, pessoas com deficiência, idosos e mulheres chefes de família.

Inicialmente serão selecionadas 312 famílias, que passarão por avaliação e comprovação dos dados informados no momento do cadastro. O número é superior às 240 primeiras unidades habitacionais disponibilizadas para que haja uma reserva e seja possível a substituição caso se verifique o não atendimento de critérios definidos por portaria do Ministério das Cidades. Além do limite de renda, outra exigência básica é que a família não possua outro imóvel residencial.

Os contemplados no sorteio pagarão um valor simbólico pelas moradias, em 120 parcelas que podem variar de R$ 80 a R$ 270, dependendo da renda familiar bruta.
Maria Geralda, moradora do bairro Veneza, contou que tomou conhecimento das inscrições pelas redes sociaisMaria Geralda, moradora do bairro Veneza, contou que tomou conhecimento das inscrições pelas redes sociais

Expectativas
Assim como Marluce e Edmar, várias outras famílias passaram pelo Parque Ipanema no primeiro dia de inscrição. Pela internet, também houve forte adesão.

Maria Aparecida Geralda, de 48 anos, é arrimo de família e paga R$ 300 de aluguel em uma moradia no bairro Veneza. Com uma renda familiar de um salário mínimo (R$ 954), ela conta que ainda sustenta outros dois filhos que atualmente estão desempregados. “Recebi a notícia desta inscrição e vim correndo fazer, porque já participei de associações que prometiam casa própria e foi em vão. Agora, tenho esperança porque é direto com a prefeitura. Preciso urgente sair do aluguel”, afirma.

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