12 de setembro, de 2018 | 16:21
O consumo de alimentos ultraprocessados e o surgimento de doenças
Nayara Santos Zímer *
Restringindo o consumo de produtos ultraprocessados estamos dando subsídios para a saúde”Os registros conseguidos com estudos populacionais mostram, como e quanto, o número de pacientes padecem acometidos por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como obesidade, diabetes e hipertensão. Além dessas, o câncer tem seus números acrescidos ano a ano. O cruzamento dos hábitos alimentares e tais resultados apontam o panorama mundial.
Na classificação dos alimentos, quanto à sua manipulação ou processo sofrido, até a mesa do consumidor temos in natura, minimamente processados e ultraprocessados. Dando exemplo do milho, na espiga está in natura, enlatado está processado e os salgadinhos de milho que são ultraprocessados, acrescidos assim de sódio, carboidrato e gordura em excesso. São adicionados realçadores de sabor como (glutamato monossódico), corantes artificiais.
Sendo desencadeante de alergias respiratórias, irritante gástrico, baixa da imunidade, além do poder de causar dependência, principalmente nas crianças, muitas vezes emocional, devido às propagandas vinculadas a desenhos de super-heróis e filmes. Com o baixo teor de fibras, esses alimentos contribuem ainda mais para o ganho de peso e doenças crônicas a médio e longo prazo.
Em relação ao potencial de crescimento no âmbito industrial dos ultraprocessados, o Brasil é um dos países que mais cresce, estando classificado como renda média pelas indústrias do seguimento. Representam hoje no consumo diário do brasileiro cerca de 30% de calorias ingeridas durante o dia. Ou seja, os ultraprocessados ou produtos alimentícios como são também conhecidos, tem ganhado campo e força principalmente pelas ações que acabam por ludibriar os consumidores com o acréscimo de vitaminas e minerais em biscoitos, leite fermentado, macarrão instantâneo e bebida láctea. Não deixando assim de causar problemas, muitas vezes, irreversíveis, no futuro.
Na maratona do imediatismo da praticidade observamos dois vieses, por um lado se economiza no tempo, por outro, gasta-se mais com a doença no futuro. O equilíbrio sempre pregado dentro da nutrição é paralelo a este grande problema que enfrentamos; produtos alimentares transvestidos em alimentos que pregam saúde.
Restringindo o consumo de produtos ultraprocessados estamos dando subsídios para a saúde, para que o corpo funcione melhor, afastando riscos de doenças crônicas e câncer.
* Nutricionista (CRN9:19002). Graduada em nutrição pela faculdade Pitágoras de Ipatinga. Pós-graduanda em Nutrição Oncológica - Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduanda em Nutrição Materno infantil.
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