25 de agosto, de 2018 | 10:56
O mercado da Moda se renova e é destaque em meio a crise
Gisele Mesquita *
Além da importância econômica do setor, o mercado da moda tem uma função social muito relevante”O mercado da moda no Brasil é cada vez mais relevante. Mesmo em tempo de crise, em um ano com uma dezena de feriados, copa do mundo e eleições, o setor deve crescer em 2018, em torno de 5,5%, segundo a Associação Brasileira de Industria Têxtil e Confecções - ABIT. Ainda segundo a ABIT, só em 2017 o setor faturou US$ 45 bilhões, o que representa um crescimento de aproximadamente 14 % em relação ao ano de 2016.
Entre os responsáveis por estes dados positivos estão, as disputas entre as grandes redes varejistas, que puxam uma enorme massa de consumidores às suas unidades espalhadas por todo o país, e a popularidade do e-comerce.
Seja ele feito em portais oficiais das empresas ou de forma mais amadora pelas redes sociais, o e-comerce, é sem dúvida, uma aposta para toda e qualquer empresa do segmento. Desde o micro-empreendedor de cidades do interior ao grande varejista, as redes sociais estão entre os principais canais de marketing e comunicação das empresas.
As ferramentas digitais também permitiram a aproximação entre o fabricante e o consumidor final. Hoje um consumidor da região do Vale do Aço pode comprar diretamente de marcas que estão no Sul, no Norte, em qualquer região do país ou até mesmo fora dele, sem atravessadores. E além de uma experiência diferente de consumo, isso pode reduzir o custo final do produto.
Mas além da importância econômica do setor, o mercado da moda tem uma função social muito relevante. Ele é predominantemente ocupado por mulheres e é o segundo maior gerador do primeiro emprego.
Da produção ao varejo, são elas quem mais ocupam os postos de trabalho neste setor. Seja na máquina de costura, na criação das coleções ou na venda das peças, a mão de obra feminina ocupa 75% dos postos de trabalhos gerados. O setor emprega no Brasil 1,479 milhões de trabalhadores diretos e gera mais de seis milhões de empregos informais, segundo dados da ABIT.
Num país em que as famílias em situação de vulnerabilidade social são majoritariamente chefiadas por mulheres, este espaço de trabalho é fundamental, pois a emancipação de qualquer cidadão passa também pela independência financeira.
Os números do mercado da moda, que por tantos ainda é tido como fútil, nos leva a um olhar ainda mais respeitoso para o trabalho das pessoas que nele atua. Desde os investidores das grandes marcas, as "sacoleiras" e costureiras da sua rua; todos contribuem de alguma forma para a expansão e renovação constante deste setor tão dinâmico e importante para a nossa economia.
* Produtora de moda e escritora
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Vagner Morgado
28 de agosto, 2018 | 15:47Excelente matéria.
Acredito que a indústria da moda esteja nessa ascensão justamente por todos esses motivos. E é mesmo importante que as pessoas parem de olhar para esse mercado com olhar preconceituoso e perceba o quanto ele é lucrativo e gera empregos nas mais diferentes áreas da sociedade.
Parabéns pela matéria.”
Luana
27 de agosto, 2018 | 16:06Adorei a matéria. Abordar o viés social não é muito comum em matérias sobre moda. Achei a construção criativa e diferente do que sempre lemos por aí. Parabéns à Gisele Mesquita. Aguardando os próximos materiais!!!”
Regina Pina
27 de agosto, 2018 | 09:40Ótima matéria.
As redes sociais tem ajudado muito o micro-empreendedor.”
Rener
26 de agosto, 2018 | 00:15Parabéns pela escolha da matéria, bastante interessante e explicativa.”
Stephany Guimarães
25 de agosto, 2018 | 13:38Ótima matéria! Acredito que a força do digital impulsionam também novos empreendedores, principalmente a mulher que decide viver do varejo.”