12 de julho, de 2018 | 16:55

Usiminas Mecânica e alto-forno 3 na pauta dos vereadores de Ipatinga

O encontro foi realizado no gabinete do presidente do Legislativo municipal, Jadson Heleno (SDD), e contou com a presença dos vereadores

Divulgação
Luiz Carlos Miranda dividiu a sua preocupação com os vereadores que se dispuseram a iniciar uma mobilização Luiz Carlos Miranda dividiu a sua preocupação com os vereadores que se dispuseram a iniciar uma mobilização
O conselheiro de Administração da Usiminas, Luiz Carlos Miranda, participou nesta quinta-feira (12) de uma reunião com os vereadores de Ipatinga para falar sobre dois assuntos que, em sua opinião, são preocupantes e estão diretamente relacionados ao futuro de Ipatinga e região. O encontro foi realizado no gabinete do presidente do Legislativo municipal, Jadson Heleno (SDD), e contou com a presença dos vereadores Rogério Antônio Bento, o Rogerinho (PSL), Francklin Meireles (PTdoB), Paulo Reis (PROS), Ademir Cláudio (PROS), Márcia Perozini (PMDB), Lene Teixeira (PT), Osimar Barbosa, o Masinho (PSC), Luiz Márcio (PTC), Antônio Alves de Oliveira, o Tunico (PCdoB), Adiel Oliveira (PV) e Vanderson Autotrans (PROS), além do secretário de Governo de Ipatinga, Luiz Henrique Alves.

Luiz Carlos iniciou a sua fala explicando sobre o funcionamento do Conselho e a divisão de acionistas que fazem parte do colegiado. Ele lembrou que a criação do Conselho de Administração faz parte do protocolo de privatização da Usiminas, ocorrida em 1991. Segundo contou, a partir de 2016 a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a eleição para eleger o representante dos trabalhadores no conselho. “O presidente da Usiminas não faz nada sem a aprovação do conselho, colegiado que dita as regras na empresa”, disse Luiz Carlos.

Depois dessa explanação, Luiz Carlos chamou a atenção para uma informação que tem circulado nos bastidores da empresa que é a venda da Usiminas Mecânica. A movimentação, de acordo com o conselheiro, é porque a empresa não está dando lucro em função da crise econômica. “A empresa conta atualmente com mais de 1,2 mil técnicos altamente especializados, sem contar a expertise e os projetos de pontes que a empresa desenvolveu em vários estados do país e no exterior”, lembrou Luz Carlos. “Se a empresa for vendida, perdemos todo esse capital intelectual acumulado durante anos, bem como centenas de patentes já registradas, além dos empregos”, citou o conselheiro.

Outro assunto abordado durante o encontro com os vereadores e que tem sido defendido permanentemente nas reuniões do Conselho, é a necessidade da reforma do alto-forno número 3 da planta industrial de Ipatinga. Ele afirmou que se esse equipamento parar a empresa e a cidade param também, o que acarretaria em muitos prejuízos. “A exemplo do alto-forno número 1, tenho insistido dentro do conselho para reformar o de número 3 para não dependermos de comprar placas do exterior e gerar emprego lá fora”, citou Luiz Carlos.

Como encaminhamento, os vereadores decidiram convocar uma audiência pública no fim deste mês ou início de agosto para discutir o assunto junto à população e demais segmentos organizados da sociedade. Nessa audiência, os vereadores pretendem convidar representantes do grupo Usiminas para esclarecer sobre os assuntos mencionados.
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