30 de junho, de 2018 | 11:17

Vai Brasil!

Divulgação
A vitória de 2 x 0 sobre a Sérvia foi, sem dúvida alguma, a melhor apresentação da Seleção Brasileira nesta Copa da Rússia, mesmo sem mostrar ainda tudo o que pode render. Neymar, muito criticado pelo individualismo, também por medo de receber o segundo cartão amarelo que o deixaria de fora das oitavas de final, apareceu mais no coletivo do que para ele próprio, o que trouxe grande benefício à equipe.

Outro destaque individual foi o zagueiro Thiago Silva, que, além de fazer o gol de cabeça na defesa gigante da Sérvia, se saiu muito bem na defesa, sobretudo nas bolas altas, que era a principal jogada dos adversários. Agora o desafio será derrotar o México, amanhã, às 11h, para seguir sonhando com o inédito título de hexacampeão mundial.

Tite deve manter a mesma equipe e o esquema tático, mas o mesmo não se pode dizer do México, uma equipe imprevisível, a cara do seu treinador, o colombiano Juan Carlos Osório, ex-técnico do São Paulo, o maior “Professor Pardal” em atividade no futebol mundial, useiro e vezeiro de escalar zagueiro de atacante, atacante de lateral etc.

Se esta característica do técnico mexicano, cujo trabalho tem por base escalar o time de acordo com o adversário, terá êxito dificultando as coisas para o Brasil, o grande favorito para vencer e se classificar só saberemos após o fim do jogo.

Outra Copa
Outra Copa do Mundo começou ontem, com a realização dos dois primeiros confrontos pelas oitavas de final, que prossegue hoje e vai até terça-feira, quando só oito seleções seguirão na disputa pelo título mundial.

Se por um lado esta Copa na Rússia saiu prejudicada pela eliminação precoce da Alemanha, que nos privou de um Toni Kroos com seu futebol de altíssima técnica, entre outros craques da atual campeã do mundo, ao menos nos deixou ver um pouco mais o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo; o craque argentino, Lionel Messi; os uruguaios Luizito Soares e Cavani; além de Griezmann (França); o espanhol Iniesta; De Bruyne (Bélgica); Neymar e Philippe Coutinho pela Seleção Brasileira, enfim, o futebol como um todo não perdeu o seu encanto no maior torneio de futebol do planeta.

Uma Copa sem a presença desses craques, cada um defendendo o seu país, a sua seleção, perderia muito da graça, relevância e encanto.

FIM DE PAPO
Cada vez fica mais evidente o acerto do uso inédito do VAR (árbitro de vídeo) na Copa da Rússia, derrubando os argumentos contrários, sobretudo de que acabaria tirando a emoção do futebol ou que atrasaria o andamento das partidas. Nada disso tem acontecido, ao contrário, no geral as paradas para conferir os lances duvidosos são pequenas e a emoção continua a mesma coisa, pois o VAR não irá dirimir todas as dúvidas, mas sim, diminuir as injustiças cometidas no futebol.

Um exemplo positivo do uso do VAR nesta Copa ocorreu no jogo Espanha 1 x 0 Irã, que teve um pênalti anulado corretamente através da ação do árbitro de vídeo. Tivesse o jogo terminado empatado, com um gol de pênalti irregular do Irã, a Espanha teria ficado fora das oitavas de final. Outro pênalti desmarcado corretamente pelo VAR, a favor de Senegal, poderia ter deixado a Colômbia também de fora da sequência nesta Copa na Rússia. Na primeira fase foram 18 pênaltis assinalados, a maioria absoluta com a ajuda do VAR.

Sempre fui favorável à adoção do árbitro de vídeo (VAR), mas ajustes ainda precisam ser feitos nas regras de sua utilização. Um destes é acabar com essas cenas ridículas de reclamação de técnicos e jogadores, com os últimos cercando o árbitro quando contrariados por uma marcação, cada um à espera de um resultado do VAR a seu favor. São ridículas estas cenas onde jogadores e agora técnicos ficam fazendo com os dedos o sinal do VAR, o que deveria ser exclusividade do árbitro.

Já tem muita gente esfregando as mãos e lambendo os beiços. A Fifa, que havia bloqueado em 2014 a verba destinada ao Brasil por ter sediado a Copa do Mundo, por conta das denúncias de corrupção envolvendo a cartolagem nacional, anunciou que nos próximos dias vai depositar U$ 100 milhões (aproximadamente R$ 400 milhões) na conta da CBF, para desenvolvimento de projetos visando a criação de núcleos e centros esportivos com o objetivo de fomentar e fazer crescer o esporte em áreas do país onde a população se encontra em estado crítico de vulnerabilidade. Hummmm! Isso é como amarrar cachorro com linguiça. (Fecha o pano!)
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