Duplicação da BR-381 pode ficar sem R$ 51 milhões

Com justificativa de falta de recursos para áreas como educação e saúde, governo Temer enviou projeto cortando verba da obra

Divulgação Nova 381


Corte de recursos encaminhada pelo governo Temer vai atrasar ainda mais obras da Rodovia da Morte em Minas

O andamento das obras de duplicação do trecho norte da BR-381 está ameaçado frente a um pedido realizado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional. Na terça-feira (26), a Presidência da República solicitou a retirada de R$ 51.591.952 da verba já destinada para as obras da chamada Rodovia da Morte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares.

Se o pedido de retirada dos R$ 51,5 milhões for acatado pelo Congresso Nacional, a duplicação da rodovia pode ser até paralisada. Apesar de diversos trechos estarem em obras e terem sido gastos mais de meio bilhão de reais, ainda não foi entregue nenhum quilômetro duplicado após quatro anos do início das obras.

A possível paralisação dos serviços na BR-381 deve atingir a economia do Vale do Aço, como avalia o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi), Cláudio Zambaldi. “É de suma importância que a duplicação continue para o desenvolvimento do estado. No Vale do Aço, necessitamos da finalização da obra o quanto antes. Não podemos pagar um preço por má gestão pública.

Precisamos que o Governo Federal e o Congresso Nacional entendam a necessidade e o anseio de toda a sociedade. Esperamos que o Congresso rejeite este pedido, uma vez que o empenho da verba já foi feito, para que pelo menos os trechos já em obras possam ser concluídos”, pontua o presidente da Aciapi.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) Regional Vale do Aço e empresário do setor metalomecânico, Flaviano Gaggiato, toda a sociedade deve se manifestar contra este pedido da Presidência da República. “Esta é uma importante obra para o Estado de Minas, que não está sendo tratado com o devido valor. Não só os representantes políticos, de entidades da sociedade civil organizada, mas bem como todos os cidadãos devem pressionar o Congresso Nacional para que não seja aceito a retirada destes R$ 51,5 milhões. Estarei em Belo Horizonte e tentaremos articular com deputados estaduais para que intervenham nesta decisão”, afirma Flaviano.

“Retaliação a Minas”

Do montante inicialmente previsto para a obra no orçamento de 2018 (R$ 228 milhões), pouco mais da metade já havia sido empenhado (R$ 132 milhões), sendo que até junho, apenas R$ 22 milhões foram efetivamente pagos.
De acordo com o projeto de lei de autoria do presidente Michel Temer (MDB), encaminhado ao Congresso Nacional, o cancelamento da verba seria necessário para remanejar recursos para as áreas de saúde e educação.

O líder da bancada mineira na Câmara, o deputado Fábio Ramalho (MDB) avaliou que a medida é uma retaliação do governo a Minas Gerais e considera um absurdo a justificativa usada para cancelar o montante.

"O projeto chegou para nós ontem (terça-feira) e fui logo no Dnit (departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) questionar esse corte. Não existe esse papo de que não tem dinheiro. Minas Gerais tem apenas uma obra em andamento no estado inteiro e agora eles querem tirar esse recurso. O estado está sendo retaliado, mas vamos fazer pressão para impedir esse corte", afirmou Ramalho. (Com informações do Estado de Minas)


Há vários trechos com obras em andamento entre o Vale do Aço e Belo Horizonte

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Comentários

Marcilei Corrêa da Silva 28 de junho, 2018 | 09:32
Absurdo ! Nós não aceitaremos isto , vamos acordar os deputados para colocarem a cara para bater .Todos sabem que este ano eles aparecem . Aqui não temer '
Marcelo 28 de junho, 2018 | 09:24
Cadê os representantes políticos do Vale do Aço, dentre eles o Celinho da Sintrocel? Está na hora de vcs agirem.

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