15 de junho, de 2018 | 07:50
Data marca conscientização da violência contra o idoso
Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foi registrado aumento das denúncias de 5,5%, entre 2015 e 2016
O estado de Minas Gerais é o segundo no Brasil com maior população idosa. As pessoas com idade igual ou superior a 60 anos representam 15% da população mineira, de acordo com última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo IBGE.
Mesmo com uma população idosa tão representativa, as denúncias de violência contra idosos ainda são consideradas preocupantes. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foi registrado aumento das denúncias de 5,5%, entre 2015 e 2016.
Esta sexta-feira (15) é marcada pelo Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006. A data chama atenção para um problema ainda muito presente na nossa sociedade.
A coordenadora do Movimento da Terceira Idade de Ipatinga (MOTI) e presidente do Conselho do Idoso, Daiana Henriques, salienta que além das agressões física e sexual, o idoso sofre com outros tipos de violência que costumam ser ignorados. Os abusos que não consideramos como violência estão muito presentes no nosso cotidiano. São violências psicológicas, abuso financeiro, limitações ao protagonismo do idoso que geram consequências graves como sensação de inutilidade, sedentarismo, depressão e outras doenças”, pontua Daiana.
Segundo a presidente do conselho, os tipos de violências mais denunciadas são as que envolvem a negligência. Em Ipatinga, temos grande índice de denúncia de omissão de cuidados e de socorro, que são os casos de idosos que recebem o tratamento médico adequado, precisam tomar um remédio e este medicamento não é ministrado na hora certa, falta de alimentação e higienização, entre outros. A violência física não é muito relatada no município. Quando relatada a agressão, é feita toda a apuração necessária”, informa Daiana.
Caso o idoso seja vítima de algum tipo de violência, diversas instituições podem ser acionadas, de acordo com a situação. Nos casos de violência, as notificações podem ser feitas nos serviços de saúde pública às autoridades sanitárias, autoridade policial, Ministério Público e Conselhos Municipal, Estadual e Nacional do Idoso”, destaca a presidente.
Incentivo
Para Daiana Henriques, o fim da violência contra o idoso, especialmente as não físicas, pode ocorrer com a informação daqueles que estão próximos deles. Falta em nós a compreensão o valor e a contribuição dada pela pessoa idosa. Temos o hábito, em forma de proteção, de retirar as tarefas dos idosos, contudo, se for trabalhos que não ofereçam riscos à saúde o ideal é justamente o incentivo. O idoso tem que ter o poder de decisão da sua vida e motiva-lo a não parar. Quando nós deixamos de acreditar na capacidade dos outros, estamos enfraquecendo as nossas relações”, afirma Daiana.
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