11 de junho, de 2018 | 17:01
Curadoria de Meio Ambiente do MPMG avalia desenvolvimento do projeto Mapa da Mina
O projeto atua no georreferenciamento e recuperação destes mananciais desde 2014
O município de Ipatinga possui riqueza hídrica que, até há pouco tempo, não era realmente dimensionada. O projeto Mapa da Mina, fruto da parceria entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Instituto Interagir, atua no georreferenciamento e recuperação destes mananciais desde 2014.
O promotor de Justiça e curador de Meio Ambiente, Rafael Pureza, explica que o projeto Mapa da Mina foi criado devido à necessidade do registro das nascentes de Ipatinga. Não existia um cadastro completo e atualizado. Pelo menos duas tentativas foram frustradas e os trabalhos se perderam. Inicialmente pensamos em só fazer a identificação. Depois percebemos que só conhecer era pouco, então casamos com iniciativas de recuperação”, pontua o promotor.
O projeto foi fundado em novembro de 2014 e é executado pelo geógrafo e especialista em gestão ambiental, Alessandro de Sá, do Instituto Interagir e supervisionado pelo Ministério Público.
Segundo Rafael Pureza, o patrimônio hídrico identificado superou as estimativas de quando o projeto foi implantado. Nós avaliávamos que o município possuía um pouco mais de 300 nascentes. Porém, ao finalizar o levantamento, foram registrados 565 afloramentos, alguns em área urbana”, informa o promotor.
Das 565 nascentes de Ipatinga, 72 estão localizadas na área urbana, divididas em 12 bairros. A maioria delas está no bairro Bom Jardim, 35 no total. Na zona rural, a comunidade do Ipanemão tem o maior número de fontes registradas, 146.
O projeto finalizou a fase de registro das nascentes. Cada mina identificada possui uma placa com o número geral e número por sub-bacia. Todas elas estão referências na plataforma do Google Earth, com os dados básicos. Agora o projeto prossegue com as etapas de diagnóstico e recuperação.
Permanente
Com a identificação de todas as nascentes foi iniciado o trabalho de recuperação daqueles que estavam degradadas, explica o promotor. São doadas mudas de árvores nativas e materiais para cercamento dos mananciais, quando o proprietário do terreno não tem condições financeiras para comprar. Este é um trabalho quase que permanente”, destaca Pureza.
Para o representante do MP, o desenvolvimento de projetos como o Mapa da Mina favorece diversos pontos do meio ambiente do município, em especial, a conservação do ribeirão Ipanema. Ipatinga tem uma especificidade que é um curso dágua que nasce e desemboca dentro do município, o ribeirão Ipanema. Ou seja, temos menos dependência das ações de outras localidades. Com a preservação das fontes hídricas temos uma estabilidade ou possível aumento da vazão, preservação da fauna aquática, benefício para o clima da cidade, enfim uma série de possíveis benefícios uma vez que toda a natureza está interligada”, conclui Pureza
Fernando Lopes
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Sabonete
12 de junho, 2018 | 09:46E DAÍ TER 35 NASCENTES NO BAIRRO BOM JARDIM...???....OS MORADORES DO BAIRRO CONTINUAM PAGANDO COPASA DO MESMO JEITO....”
Sabonete
12 de junho, 2018 | 09:40O BAIRRO PLANALTO DEVERIA TER DESAPARECIDO JUNTO COM ESSAS NASCENTES.....O BAIRRO É TÃO RUIM QUE ATÉ A ÁGUA FOI EMBORA,.....KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.....TERÃO QUE SE CONTENTAR COM A COPASA....”
Carlos Silva Campos
11 de junho, 2018 | 22:57Oi.li a matéria e gostei muito.gostaria de informar que no bairro Planalto 2 em Ipatinga existia duas nascentes e não sei motivo desapareceu.Entao se for possível enviar algumas pessoas para ver se pode ser feito alguma coisa nos dá comunidade iríamos agradecer muito.deade já obrigado”