Tartaruga, jabuti e cágado?

Saiba distinguir as diferentes características desses três animais

A tartaruga (Testudines), o cágado (Chelidae) e o jabuti (Chelonoidis sp) são membros da ordem Testudinata, mais conhecida como quelônios. Eles são répteis dotados de carapaça e, embora pertençam à mesma ordem e sejam muito parecidos, possuem várias diferenças entre si. Você sabe diferenciá-los? Se “não”, o Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) vai ajudá-lo a distingui-los. Se “sim”, conheça outras particularidades desses animais.

- O cágado - Possui o casco mais achatado e o pescoço mais longo. É aquático e vive na água doce. Mas, de vez em quando, também vai à terra. Suas patas são dotadas de membranas interdigitais, ou seja, entre os dedos, facilitando a natação. Também tem unhas que facilitam a locomoção na terra e a captação de alimento, pois são animais carnívoros. 

Tuane Almeida/ACS Usipa


Jabutis e cágados recebem abrigo no Cebus da Usipa
- O jabuti - É o único entre esses três tipos de quelônios que vive apenas na terra. A bióloga do Cebus, Cláudia Diniz, lembra que em dias de muito calor o animal frequenta a água doce para se refrescar e se banhar. Seu casco é alto, as pernas são fortes para suportar o peso do corpo e suas patas são achatadas, além de apresentarem unhas. Alimenta-se de frutas, verduras e carnes, ou seja, é um animal onívoro.

- A tartaruga – Geralmente são marinhas, mas há espécies de água doce. São exclusivamente aquáticas e vão à terra somente para desovar. Têm o casco mais alto que o dos cágados e não possuem a capacidade de esconder o pescoço lateralmente. Suas patas são como remos, facilitando a natação. As tartarugas têm alimentação variada, como algas marinhas, peixes, águas-vivas, esponjas e camarões, entre outros.

Espécies na Usipa
No Cebus há apenas jabutis e cágados. São 113 jabutis, das espécies tinga e piranga. O animal mais antigo desta classe, ainda vivo, chegou ao Cebus em 1990. Os cágados são cerca de 160, divididos em cinco espécies, vivendo em semi cativeiro, abrigados nas lagoas dos jacarés e capivaras, ambientes naturais com dimensões maiores que o cativeiro comum oferece.

Os jabutis são lentos. Seu casco oferece proteção contra os predadores e são pesados para carregar, daí a locomoção mais demorada. “O peso da carapaça limita os movimentos dos quelônios, mas eles conseguem nadar e flutuar sem dificuldades”, afirma Cláudia.

Vivendo em rios e lagoas, os cágados são vítimas frequentes dos anzóis. Ao ver a isca, seu instinto natural o levará a comê-la, acabando presos. O Programa de Reabilitação da Fauna Sem Lar é desenvolvido pelo Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus), junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), Polícia de Meio Ambiente e Associação de Proteção Ambiental do Vale do Aço (Arpava).

O programa tem o objetivo de receber, tratar, medicar e reabilitar animais da fauna local provenientes de apreensões, resgates, doações voluntárias ou maus tratos. Os animais são trazidos ao Cebus pela Polícia Ambiental e pelo IEF.

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