29 de maio, de 2018 | 16:43
A eleição que não foi para as ruas
Danilo Emerich *
A campanha, agora, segue a toda velocidade apenas pelas redes sociais. Ali é o novo campo de batalha”Tem santinho, tem ataque, tem resposta, tem debate, tem pedido de voto, tem plenária, tem eleição. Ainda assim parece uma semana comum, em Ipatinga, e nem parece que, daqui a pouco mais de uma semana (3/6), haverá uma nova escolha para o cargo de prefeito. É um pleito que não foi para as ruas.
Não é à toa tamanha a quantidade de indecisos (cerca de metade dos eleitores) e de pessoas que sequer sabem que a disputa está a pleno vapor. Andar nas ruas do município chega a ser estranho. Para quem está de passagem, não há vestígios de uma campanha eleitoral em curso.
Seja pelas mudanças ocorridas com a proibição de cavaletes e outdoor, ou pela paralisação dos caminhoneiros, que impõe a restrição de combustível e limitação de deslocamentos, o cenário de Ipatinga lembra mais um feriado prolongado na semana.
Não há carro de som circulando, carreatas, buzinaços, bandeiras nas ruas, cartazes, banners, faixas, nem jingles tocando. Só aqui e ali se vê um panfleto jogado nas sarjetas ou, com sorte (ou azar), vê-se o próprio candidato ou algum apoiador pedindo voto.
A campanha agora, como previsto há alguns anos, segue a toda velocidade apenas pelas redes sociais. Ali é o novo campo de batalha. Devido ao tempo reduzido nas TVs e redução de espaço nas ruas, os políticos tentam o convencimento do eleitorado pelo Facebook, Instagram, YouTube e, principalmente, pelo WhatsApp.
Ganhará aquele com maior poder de mobilização e divulgação digital. Pois essa foi a eleição que não foi para as ruas.
* Jornalista, ipatinguense.
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