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19 de maio, de 2018 | 12:00

Decretada a preventiva de presos da Operação Ares; caso foi encaminhado à Justiça Federal

A área de atuação do bando ia de João Monlevade, passando por Coronel Fabriciano, Ipatinga e até Caratinga, conforme relatado ao Diário do Aço

Wôlmer Ezequiel
Equipe do Gaeco, na apresentação do resultado da Operação AresEquipe do Gaeco, na apresentação do resultado da Operação Ares

Um total de 26 pessoas, dentre elas duas adolescentes, investigadas no âmbito da Operação Ares, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Ipatinga, passa a responder na Justiça Federal por vários crimes como tráfico internacional de drogas, associação para o crime e explosão de caixas eletrônicos. Na investigação há provas segundo as quais a organização criminosa comprava entorpecentes diretamente de fornecedores do estado do Mato Grosso e no Paraguai. Por isso, o caso foi repassado à Justiça Federal.
A área de atuação do bando ia de João Monlevade, passando por Coronel Fabriciano, Ipatinga e até Caratinga, conforme relatado ao Diário do Aço.

Dos 26 investigados, dez, considerados líderes da organização criminosa, tiveram a prisão preventiva decretada. A maioria está recolhida ao sistema prisional e aguarda a conclusão das investigações. Três estão foragidos: Jander Carlos Jerônimo, Gabriel Silva Oliveira e Ramon Adonay Valadares Miranda.

Como resultado do trabalho, ao longo dos meses anteriores, mais de duas toneladas de maconha foram apreendidas em diferentes situações, uma delas, o caso de uma picape VW Amarok, abandonada em uma rodovia do Mato Grosso com uma tonelada de maconha, depois de um acidente no dia 19 de março. Dois ipatinguenses foram relacionados a esse transporte e foram presos. A estimativa é que a organização trazia para a região cerca de meia tonelada mensal de maconha. E a atuação do grupo ia além do tráfico de drogas.

Conforme o Gaeco, a investigação apontou a relação entre Filipe Moreira Quirino, o Filipim Branco, e Jander Carlos Jerônimo, que mesmo recluso no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, mantinha contato com Filipim. Eles eram vizinhos de cena na Nelson Hungria, de onde Filipim chegou a fugir em dezembro de 2017 e recapturado após uma troca de tiros com a Polícia Militar em Dores do Turvo, em janeiro desse ano, quando seu bando tentava um novo ataque contra uma agência bancária.

Conforme o Gaeco, Jander Carlos, o Pelé, tinha como “braço forte” nas ruas, Juliano José dos Santos, o Juca, que comandava uma quadrilha envolvida com delitos diversos. A atuação mais forte do bando, entretanto, era o tráfico de drogas. As investigações apontam o envolvimento dos seus membros com traficantes de maconha do Paraguai.
Além do Vale do Aço, a quadrilha também possuía uma estrutura organizacional na cidade de Caratinga, sob coordenação de Weslei Saturnino Ferreira, o Pingo, que segundo aponta o Gaeco também era responsável por auxiliar nas fugas após as explosões de caixas eletrônicos e a conversão de valores em substâncias entorpecentes, veículos e armas.

“Acima de Weslei Saturnino estava Jander Carlos e abaixo, na organização estrutural e empresarial, encontravam-se Vinícius Ferreira Gomes, o BM, Leonardo Lucas de Oliveira Souza e uma adolescente, responsável por cooptar ‘clientes’, bem como entregar as drogas e receber o dinheiro”, diz o relatório do caso.

Quanto aos outros dois foragidos, Gabriel Silva Oliveira e Ramon Adonay Valadares Miranda. O Gaeco rastreou uma viagem que Gabriel Silva de Oliveira, fez de carro à cidade de Ponta Porã, divisa do Mato Grosso com o Paraguai, com o propósito de trazer um carregamento de armas e drogas. “Em mensagens interceptadas, fica evidenciado que mesmo foragido, (Gabriel) comanda a comercialização de substâncias entorpecentes”, relata o Gaeco. Ramon Adonay, também foragido, seria o operador de Gabriel na organização criminosa.

O relatório do Gaeco possui 33 páginas e detalha a participação de cada um dos investigados na organização criminosa.
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