04 de maio, de 2018 | 14:06

Carro clonado usado em assalto apreendido pela PM

Veículo ilegal estava de posse de um jovem suspeito de ter participado de um roubo a comerciante em Fabriciano

Wellington Fred
O carro clonado foi removido ao pátio credenciado do DetranO carro clonado foi removido ao pátio credenciado do Detran

O comerciante vítima de um assalto reconheceu o carro que assaltantes usaram para a fuga, logo após o crime, trafegando na área central de Coronel Fabriciano. Com a informação recebida, policiais militares prenderam dois suspeitos e apreenderam um veículo clonado que estava em poder de um dos suspeitos na tarde desta quinta-feira (3).

A equipe do sargento Marcelo Neto conseguiu abordar Rafael Macedo Costa Reis, de 35 anos, que dirigia o Fiat Siena, placas HIJ-8877, carro que teria sido usado na fuga após o assalto, crime ocorrido na última segunda-feira (30), quando foram levados da vítima R$ 1.360. Pela placa, os policiais conseguiram identificar o dono do carro, porém o verdadeiro estava estacionado em Tiros, no Triângulo Mineiro, como confirmaram os PMs daquela localidade.

Com a descoberta da clonagem, Rafael alegou que pegou o veículo com o Max Gomes de Almeida, de 40 anos, em uma agência de veículos onde ele trabalha. O segundo envolvido foi encontrado e negou a versão do primeiro detido. Com a negativa, Rafael alegou que o carro estava em poder de Max, mas na casa dele.

Max voltou a negar que tinha conhecimento do veículo em sua casa, situação que foi desmentida pela mãe dele ao mostrar o celular para os policiais. Havia mensagens onde o filho autorizava a mulher a entregar o Fiat Siena para o Rafael, este que teria pedido para guardar o automóvel na garagem.

Com as contradições, Max resolveu confirmar que Rafael havia guardado o Siena na casa dele até ser regularizada a documentação do automóvel. “Situação que nunca seria resolvida, já que o carro é clonado. Não sabemos ainda a origem dele ainda, investigação que será realizada pela Polícia Civil”, comentou o sargento ao Diário do Aço.

Capacete e físico suspeito
Um capacete foi encontrado sobre o retrovisor de uma moto, na garagem da casa de Max. O objeto foi reconhecido pela vítima e testemunha como o que era usado pelo assaltante, no dia do assalto. Elas ainda apontaram que, pelas características físicas, o autor se assemelha muito ao Rafael, que negou ter qualquer envolvimento no crime, mas no dia do fato estava com o carro.

Uma outra contradição, apontada pela PM, foi um dinheiro encontrado em poder de Max, R$ 3.082, que segundo ele foi relativo de uma venda de motocicleta, porém o proprietário da agência negou ter conhecimento desta venda. Diante de tantas versões, os dois foram conduzidos para a delegacia de Polícia Civil com o dinheiro e o capacete apreendidos. O carro clonado foi removido ao pátio do Auto Socorro Moraes.
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