02 de maio, de 2018 | 11:21
Morre em Timóteo o ex-prefeito Geraldo dos Reis Ribeiro
Hospitalizado, seu estado de saúde piorou com uma pneumonia, não resistiu e morreu
Morreu na manhã dessa quarta-feira (2), aos 82 anos, o ex-prefeito de Timóteo Geraldo dos Reis Ribeiro. Filiado ao PPS o político, que tentou a volta à prefeitura na eleição passada, pela coligação Timóteo Para Todos, e ficou em segundo lugar na disputa, estava internado no Hospital Unimed há cerca de 20 dias. O seu estado de saúde piorou com uma pneumonia, não resistiu e morreu.
Geraldo dos Reis Ribeiro foi deputado estadual de Minas Gerais durante a 10ª legislatura (1983 - 1987), pelo antigo PMDB. Antes disso, foi prefeito de Timóteo, de 1976 a 1982, eleito pelo MDB, época em que foram desenvolvidas inúmeras obras estruturantes da área urbana do município, sendo reconhecido pelos seus feitos como governante.
E justamente esse reconhecimento o projetava novamente em meio a um cenário político-partidário marcado pelo desaparecimento de lideranças de expressividade, entre a nova geração.
O velório do ex-prefeito foi realizado no Auditório Vereador José Paulo Viana, localizado na Prefeitura de Timóteo, avenida Acesita, 3230, bairro São José. O sepultamento foi concluído por volta das 12h de quinta-feira (3), no cemitério Jardim da Saudade, no bairro Santa Maria. A Administração Municipal decretou luto oficial de três dias.
Fato histórico
Geraldo Ribeiro também foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), em um momento de turbulência. O ano era 1963 e Geraldo dos Reis Ribeiro, organizou uma reunião no dia anterior ao conhecido Massacre de 7 de Outubro daquele ano, em uma tentativa de solucionar um impasse criado pela então direção da Usiminas e os trabalhadores revoltados com as condições de trabalho e truculência da segurança interna da empresa.
As negociações não evoluíram para um entendimento e as partes entraram em conflito e trabalhadores foram metralhados em uma ação da polícia para conter os trabalhadores na saída de uma antiga portaria, o bairro Horto.
Ipatinga, então distrito de Coronel Fabriciano, não contava ainda com um sindicato de metalúrgicos organizado. As negociações às vezes dependiam da intervenção do sindicato organizado em Timóteo. Ribeiro foi, portanto, testemunha dos momentos que antecederam o fato histórico que chegará em 2018 a 55 anos e cuja realidade sobre mortos e feridos se mantém obscura, uma vez que no ano seguinte ao massacre o país entrou na ditadura militar e os documentos acerca do fato nunca mais foram vistos.
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Ronaldo
02 de maio, 2018 | 16:56Bom prefeito, homem honesto, votei nele. Descance em paz.”