20 de abril, de 2018 | 18:30
'Dentro da empresa o clima mudou, ficou mais leve'
Sergio Leite, comemorou os resultados da empresa e fez uma análise breve do mercado do aço
Wôlmer Ezequiel
Na avaliação de Sergio Leite, a Usiminas seguirá a tendência de crescimento também nos próximos meses
Em entrevista ao Diário do Aço, por telefone, o presidente da Usiminas, Sergio Leite, comemorou os resultados da empresa e fez uma análise breve do mercado do aço.DIÁRIO DO AÇO: Qual é o sentimento do senhor em estar à frente da Usiminas neste momento de fortalecimento?
SERGIO LEITE: Estou muito satisfeito com os resultados que a equipe Usiminas tem realizado. Dentro da empresa o clima mudou, ficou mais leve e de uma relação de confiança entre os colegas de trabalho. Logo após o comunicado do terceiro trimestre, nós conectamos 12 sites das cinco empresas mais a Fundação São Francisco Xavier e promovemos uma reunião com mais de 1.500 colaboradores para falar dos resultados e celebrar esta fase da empresa. Além disso, a valorização das ações na Ibovespa é um sinal de confiança dos investidores e do mercado na Usiminas.
DA: Na sua gestão, o senhor resgatou o relacionamento da empresa Usiminas junto às entidades da sociedade civil organizada, bem como, à comunidade de um modo geral. Para a Usiminas, qual é a importância estratégica desta ação?
SERGIO LEITE: A Usiminas passou por um período de afastamento da comunidade e agora retoma esta relação. Nós vemos esta aproximação, tanto em Ipatinga, quanto em Cubatão e nas regiões onde se encontram as demais unidades de produção da empresa, como a afirmação do compromisso que possuímos com estas comunidades. Nesta semana, estivemos reunidos na Associação dos Municípios do Vale do Aço (AMVA), ao lado de 20 prefeitos, aproximadamente. Isto demonstra a importância que a indústria possui para a região e temos a necessidade de estarmos presentes, acompanhando o progresso destes municípios.
DA: Após diversos resultados negativos, a Usiminas Mecânica obteve lucro no primeiro trimestre, a que se deve este saldo?
SERGIO LEITE: O lucro obtido pela Usiminas Mecânica (UMSA) foi puxado principalmente pelo aditivo contratual de montagem no projeto S11D, da companhia Vale, em Carajás (PA). Hoje, a UMSA opera em equilíbrio positivo, um resultado ainda pequeno, mas caminha no sentido de recuperação.
DA: A taxação do aço imposta pelos Estados Unidos não prejudica diretamente a Usiminas, pois ela tem o foco no mercado interno e (em menor parte) o mercado europeu. Mas este fator pode aumentar a concorrência frente aos países atingidos, que buscarão escoar seus produtos nos mercados focos da Usiminas?
SERGIO LEITE: É evidente que este protecionismo econômico criado pelo governo norte-americano é prejudicial para toda a cadeia produtiva do aço e, de fato, a concorrência com empresas que tinham como principal consumidor o mercado estadunidense torna-se um desafio. Contudo, a Usiminas está preparada e segura neste momento.
DA: Em relação à instabilidade no cenário político do Brasil, a Usiminas acredita que pode haver alguma implicação negativa no plano estratégico que prevê ações para os próximos anos?
SERGIO LEITE: Percebemos que hoje existe um descolamento do setor econômico do setor político. A empresa não enxerga uma piora da situação econômica do país, mesmo diante das incertezas no campo político. As projeções do Produto Interno Bruto eram, inicialmente, de 3,5% a 4%, hoje estão entre 2,5% a 3%. Acreditamos que permanecerá neste patamar. Porém, é necessário que o presidente da República eleito em outubro deste ano tenha um compromisso com o crescimento econômico do país.
Fernando Lopes
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Eu
22 de abril, 2018 | 10:12Graças a Deus eu e minha família nunca dependemos de usina e é muito triste ver pessoas qualificadas que dependem e não recebem o sustento que mereciam receber. Uma empresa muito importante para a cidade, mas hoje os impostos que ela paga parece não serem aplicados na cidade pois temos muitos buracos nas ruas, servidores que não são pagos, etc. Certa vez, em 2013, me ligaram perguntando se eu queria 900 reais para trabalhar de TURNO no hospital. O que respondi??? Muito obrigado meu amigo. "Escravidão" acabou tem um século neste país. Isso porque tinham me eliminado no teste de risquinhos que eles aplicam para a gente - como se ficar riscando uma folha medisse potencial das pessoas! Sai do teste disposto a fazer o meu próprio emprego, de tanto desprezo que senti. E assim foi: hoje não dependo de usina, e, na verdade, nunca dependi.”
Jônatas
21 de abril, 2018 | 17:20No dia q essa usina pagar um salário digno para os funcionários então ela será uma empresa de destaque, pois paga um salário de fome para os ipatinguense.seus otários”