Ex-funcionários do extinto Hospital São Camilo tentam novo acordo de pagamento

O primeiro acordo foi firmado em julho de 2017, contudo, não foi cumprido

Arquivo DA


Esta é a segunda vez que o Ministério Público do Trabalho (MPT) intima e estabelece um acordo entre a instituição e os trabalhadores

Em audiência realizada na Procuradoria do Trabalho, em Coronel Fabriciano, a Sociedade Beneficente São Camilo iniciou o acordo com os ex-funcionários do extinto Hospital São Camilo de Coronel Fabriciano. Segundo a ata da audiência realizada na segunda-feira (9), a instituição se comprometeu a pagar o acerto rescisório e danos morais.

Esta é a segunda vez que o Ministério Público do Trabalho (MPT) intima e estabelece um acordo entre a instituição
e os trabalhadores. O primeiro acordo foi firmado em julho de 2017, contudo, não foi cumprido. Na audiência, os advogados representantes da São Camilo alegaram que houve uma mudança no quadro de procuradores e que eles não tinham ciência da assinatura da decisão passada.

Após os trabalhadores anunciarem um manifesto programado para o fim de semana passado na porta do Hospital
Maternidade Vital Brazil/São Camilo, instituição administrada pela SBSC, a entidade procurou novamente o MPT para resolver a situação.

Ainda de acordo com a ata da audiência, a São Camilo deverá pagar aos ex-funcionários multa relativa ao atraso no pagamento da rescisão contratual. Porém, na assinatura do acordo, não foi determinada a data para o pagamento de todos os valores pendentes.

Os procuradores da São Camilo solicitaram um prazo de 10 dias para repassar o acordo aos diretores da instituição. Caso os diretores aprovem as condições, será estabelecido o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT).

O cumprimento do acordo ainda prevê que será considerada como quitada a multa de danos morais coletivos pleiteada na ação coletiva movida pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindees). Uma das antigas funcionárias do hospital, Elizeth Magda, contou ao Diário do Aço que alguns colegas de trabalho ainda não conseguiram sequer o benefício do seguro desemprego e do FGTS. “Alguns documentos apresentaram uma série de erros,como datas trocadas, o que impossibilitou a concessão destes benefícios para alguns ex-funcionários. Entre eles, uma grávida também não teve acesso até hoje à licença maternidade”, afirma Elizeth.

Entenda
Os 260 trabalhadores foram desligados da instituição em junho de 2017 e permaneceram sem receber o salário do
último mês trabalhado (abril), o seguro desemprego e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por três meses.

Os ex-funcionários que não foram atingidos com nenhum erro nos registros trabalhistas receberam os benefícios após a sentença expedida pelo juiz titular da Vara do Trabalho da Comarca de Coronel Fabriciano, Cláudio Antônio Freitas
Delli Zotti.
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Comentários

Daiana Jennes 12 de Abril, 2018 | 16:51
E mais infelizmente esse acordo não garante que eles vão nos pagar ,até porque vai ser avaliada pelo diretor ainda ,e como eles recorreram por mais que foi eles q manifestaram o acordo eles pagam se quiser

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