12 de abril, de 2018 | 15:55
Agente penitenciário é preso por ordem judicial
O agente foi encarcerado em virtude de um mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca de Ipatinga
Arquivo DA
Operação apurou crimes cometidos por agentes no Ceresp, antes da destruição da unidade na rebelião em setembro de 2016
Operação apurou crimes cometidos por agentes no Ceresp, antes da destruição da unidade na rebelião em setembro de 2016Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), formado por membros das Polícias Civil e Militar e Ministério Público, prenderam esta semana o agente penitenciário Sérgio Rosa da Costa, de 37 anos, em Santana do Paraíso. O agente foi encarcerado em virtude de um mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca de Ipatinga. Além de responder por facilitação de entrada de celulares e outros ilícitos no Ceresp de Ipatinga, Sérgio também é investigado por suspeita de envolvimento com o crime organizado no Paraguai.
Conforme nota enviada ao Diário do Aço pela assessoria do Gaeco, a medida cautelar foi decretada pela Justiça local após o Ministério Público representar pela prisão de Sérgio, em desdobramento da Operação Alcatraz realizada no ano de 2017 e que teve por objetivo investigar participação de agentes penitenciários lotados no Ceresp de Ipatinga como facilitadores da entrada de drogas e aparelhos celulares no presídio, em associação com criminosos locais”, detalha a nota.
Os crimes foram cometidos antes da destruição da unidade em uma grande rebelião no mês de setembro de 2016.
Pela sua condição de agente penitenciário, Sérgio foi preso e encaminhado por integrantes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) a uma unidade destinada a agentes do estado investigados por crimes, em Belo Horizonte, onde permanecerá preso à disposição da Justiça”, informa o Gaeco.
Esquema
A Operação Alcatraz foi deflagrada depois de as investigações mostrarem que drogas e telefones celulares eram entregues no Ceresp em Ipatinga com mediação de alguns agentes. De posse dos celulares, presos continuavam a comandar o tráfico de dentro das unidades, bem como ordenando a execução de crimes no Vale do Aço. Os agentes cobravam, em média, R$ 1 mil para facilitar a entrada dos celulares, além de drogas ilícitas. A investigação mostrou ainda que os agentes conversavam livremente com os detentos por telefones e por aplicativos de mensagens. Em caso de apreensão dos aparelhos os próprios agentes envolvidos tratavam de apagar histórico de mensagens e agendas. Os trabalhos foram realizados em conjunto com a Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública de Belo Horizonte, acionada pelos promotores de Justiça do Gaeco.
Paraguai
Recentemente foi noticiado que o agente Sérgio Rosa da Costa é investigado por suspeita de envolvimento em crimes no Paraguai. Sérgio e mais três homens foram presos no dia 20 de janeiro deste ano na cidade paraguaia de Fernando de La Mora. O grupo era monitorado em um VW Golf preto, com placas de Ipatinga. Dentre os presos estava Alan Saar da Silva, de 21 anos, que tem um mandado de prisão por homicídio qualificado no Brasil.
Investigadores tinham recebido denúncias que o trio entrou ilegalmente no país Sul-americano. Com eles a polícia paraguaia apreendeu joias, dinheiro e telefones celulares. Os três foram ouvidos e liberados.
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