Três armas de fogo foram apreendidas, entretanto, nenhuma delas é a pistola calibre 380, usada na execução da noite anterior. Tratam-se de dois revólveres calibre 38 e uma pistola calibre 9mm. Uma das armas tem a numeração raspada, o que agrava o crime de posse ilegal de arma de fogo.
Quanto a motivação do crime, a polícia avalia uma versão segundo a qual o jovem assassinado teria ajudado na fuga de um suspeito da morte de Matheus Cassio Martins Ferreira, de 17 anos, ocorrida dia 27 de fevereiro, quando a vítima foi perseguida por um atirador e morreu dentro de um depósito de materiais de construção, no bairro Caladão, onde tentou se refugiar.
Execução
Álbum pessoal
Matheus Cruz tinha 22 anos
Matheus Cruz estava com sua namorada em uma lanchonete, localizada próxima a esquina da rua Israel com a rua Hawai, no bairro Santa Cruz, na noite de terça-feira, na companhia da namorada, com quem ele tem um filho. Testemunhas informaram para a Polícia Militar que o casal havia acabado de fazer um lanche. Matheus pediu à namorada que fosse ao caixa efetuar o pagamento.
No momento em que ela estava no caixa, de costas para a vítima, escutou vários tiros e percebeu que pessoas corriam por todos os lados. Foi quando ouviu seu namorado dizer: “Eu não sou vagabundo não, eu nem moro nesse bairro aqui”.
Ferido a tiros, Matheus caiu sem vida. A testemunha não soube informar quantos eram os autores do crime, não chegou a ver as características e nem se estavam em algum veículo.
A perícia da Polícia Civil identificou na vítima 30 perfurações, no tronco, cabeça, braços e pernas. Também recolheu na cena do crime 15 cápsulas de munição calibre 380 e sete projéteis do mesmo calibre. Os primeiros levantamentos indicam que a vítima não tinha passagens pela polícia.