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O petista não foi atingido, mas simpatizantes que estavam próximos, sim. Lula deixou o palanque protegido por dois guarda-chuvas levados por seguranças
A passagem de Lula pelos estados do Sul do Brasil é marcado pelo clima de hostilidade por parte dos manifestantes contrários ao PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Abrigado em uma casa vizinha ao local onde foi armado o palanque, um grupo de pessoas passou a jogar ovos no palanque do petista durante seu discurso na noite deste domingo (25), no centro de São Miguel do Oeste (SC).
Os ataques começaram quando a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, iniciou a sua fala, e não cesso quando o ex-presidente começou o seu discurso. Um segurança com um guarda-chuva tentava, em vão, proteger o político dos resíduos dos ovos que estavam na estrutura do palanque e respingava por todos os lados .
"Canalha não tem cara. Esse canalha não está jogando ovo em mim, está jogando nas crianças que estão no palco. Espero que a PM tenha responsabilidade de pegar este canalha e dar um corretivo nele", disse o ex-presidente.
O petista não foi atingido, mas simpatizantes que estavam próximos, sim. Lula deixou o palanque protegido por dois guarda-chuvas levados por seguranças.
O local do ato em defesa do ex-presidente tinha milhares de manifestantes e contava com forte presença policial. A PM também montou barreiras em frente aos prédios próximos ao palco para evitar invasões, que não ocorreram.
Desde que chegou na cidade, horas antes, a caravana de Lula foi alvo de ovos e pedradas. Dois dos três ônibus que integram a comitiva tiveram os vidros trincados.
Nesta segunda-feira a caravana do ex-presidente segue para Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu, no Paraná. Nesta segunda-feira ( 26) também, o Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4) vai julgar o recurso do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá, em que foi condenado a 12 anos e um mês de prisão.
Entretanto, mesmo que o tribunal rejeite o recurso, Lula não poderá ser preso, pois uma decisão do
Supremo Tribunal Federal, na semana passada, adiou para o dia 4 de abril o julgamento da legalidade da prisão após sentença da segunda instância, quando essa prisão for passível de recurso em instância superior.