20 de março, de 2018 | 13:29
Militares devem deixar Vila Kennedy, no Rio, em três semanas
A ocupação da Vila Kennedy está servindo para que o Gabinete da Intervenção Federal colha lições
Tânia Rego/ Agência Brasil
Militares que fazem patrulhamento diário na Vila Kennedy devem deixar a favela dentro de duas a três semanas
Os militares que fazem patrulhamento diário na Vila Kennedy, na zona oeste do Rio, há dez dias, deverão deixar a comunidade no prazo de duas a três semanas. A informação foi divulgada terça-feira (20) pelo porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli.
Militares que fazem patrulhamento diário na Vila Kennedy devem deixar a favela dentro de duas a três semanas Mesmo antes da realização dos patrulhamentos diários, os militares vinham fazendo, desde 23 de fevereiro, ações rotineiras de remoção de barricadas e de cerco à comunidade. Vamos retirar os efetivos da Vila Kennedy para que a Polícia Militar possa efetivamente assumir o patrulhamento da comunidade”, disse o coronel.
Segundo Cinelli, a ocupação da Vila Kennedy está servindo para que o Gabinete da Intervenção Federal colha lições e para que o processo seja aprimorado ao longo da intervenção.
Vila Kennedy passou por estabilização inicial
Segundo ele, a ocupação da Vila Kennedy prevê três etapas. A primeira foi chamada de estabilização inicial”. Nós tivemos que remover obstáculos das vias, mandados de prisão foram cumpridos e a checagem de mandados de prisão em desfavor de alguns cidadãos também foi executada pela Polícia Civil. Foi um conjunto de atividades iniciais”, destacou.
A segunda etapa, disse Cinelli, envolveu patrulhamentos dinâmicos com efetivos menores de militares e em conjunto com a Polícia Militar. A última fase está ocorrendo com a saída dos militares e a entrega do patrulhamento aos PMs.
O comandante-geral da Polícia Militar já esteve reunido com o [interventor] general Braga Netto e o general conversou para que o modelo aplicado ali [na Vila Kennedy] não retroceda no sentido de que a população volte a ser achacada e tiranizada com a intensidade que estava sendo”, afirmou.
Segundo Cinelli, o Gabinete da Intervenção trabalha atualmente no planejamento das próximas operações envolvendo as Forças Armadas.
(Com informações: Agência Brasil)
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















