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Um homem preso responderá pelos crimes de posse e compartilhamento de arquivos contendo pornografia infantil, com penas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que variam de 1 a 6 anos de reclusão
A Polícia Federal deflagrou neste fim de semana a "Operação Salomon – 1º Ato", com o objetivo de reprimir o compartilhamento e a posse de imagens e vídeos, contendo cenas de abusos sexuais ou sexualmente explícitas de crianças e adolescentes na rede mundial de computadores.
Aproximadamente 14 policiais federais cumpriram dois mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 35ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Na capital houve a prisão em flagrante de um homem por posse de material contendo cenas de abusos sexuais e sexualmente explícitas de crianças e adolescentes, além de apreensão de um disco rígido (HD) de computador.
A investigação reuniu informações oriundas das polícias da Espanha e da Suíça. As investigações não estão relacionados entre si, mas tratam da disseminação transnacional de arquivos ilícitos por meio da Internet.
Um dos autores – já identificado e preso – responderá pelos crimes de posse e compartilhamento de arquivos contendo pornografia infantil, com penas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que variam de 1 a 6 anos de reclusão.
Salomon
O nome da operação remete ao personagem das revistas Pulp, criado em 1929 pelo escritor Robert E. Howard (1906-1936), um aventureiro que combatia o mal em todas as suas formas. No Brasil, um filme de 2009 baseado no mesmo personagem ganhou o nome de Solomon Kane - O caçador de demônios.
Ao longo de 2017, a PF cumpriu 27 mandados judiciais de busca e apreensão relativos ao tema em Minas Gerais, dos quais oito resultaram em imediatas prisões em flagrante por posse de arquivos ilícitos. A meta de 2018, conforme a assessoria da Polícia Federal é superar os números de cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e prisões do ano anterior.