09 de março, de 2018 | 15:33

Sufoco

Divulgação
Pelo que tem apresentado até o momento, o time do Atlético não irá trazer nenhuma felicidade ao seu torcedor. A equipe é um amontoado de jogadores sem definição, não consegue se armar dentro de campo, todos perdidos, sem marcação, uma defesa que não vem apresentando bem, sem tranquilidade principalmente ao lado direito, onde Patrick, que já foi emprestado tantas vezes, não consegue se firmar em sua posição.

O meio campo tem o bom Adilson que corre em campo para mais dois jogadores, sem contar com um jogador de armação que possa acionar o ataque atleticano. Elias ainda não se deu conta que é um terceiro homem de meio-campo, e não um marcador, e acredito que a solução é investir em Tomas Andrade, um jogador habilidoso. Nas partidas que ele participou, o time se mostrou mais cadenciado.

Mas há muita coisa para ser feita, experimentar o Maidana na defesa, em lugar de Léo Silva, trazer um garoto da base para a lateral direita. Mas acho que, ao fim das contas, este ano o time vai novamente lutar para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro.
 
SEM NOÇÃO
A diretoria do Atlético parece que vive em outro mundo, e agora vai tentar a troca de Rithely, do Sport, por dois jogadores do Atlético, Danilo e Carlos, jogadores que não estão nos planos da comissão técnica. Eles serão emprestados até o fim do ano, assim como o volante do Sport.

A negociação está perto de ser concretizada, e Rithely vem com o valor de compra muito alto para um jogador tão mediano, mas que é tratado como grande estrela do futebol do Nordeste. Na realidade, tentam promover e acreditar que ele é um grande jogador. Por estas e outras coisas é que o time do Atlético vem passando sufoco até no Campeonato Mineiro, quase não conseguindo se classificar, o que é lamentável, pela grandeza do clube.
 
VIOLÊNCIA GRATUITA
A cada dia, uma nova notícia sobre a violência em nosso futebol. Desta vez foi no Nordeste, no clássico entre Sport e Santa Cruz, no qual 60 pessoas saíram feridas numa briga generalizada entre os torcedores do Santa Cruz.

Esta semana a Federação Alagoana de Futebol proibiu a entrada das torcidas organizadas Mancha Negra e Inferno Coral nos estádios de Alagoas. A Mancha está suspensa até que o ataque ao ônibus do CRB seja esclarecido, e com isto a torcida não poderá assistir à partida de sua equipe na Copa do Nordeste.

No clássico Atlético e Cruzeiro, um torcedor do time celeste só não foi assassinado em razão da polícia ter chegado rapidamente ao confronto entre os torcedores. Em São Paulo, um corintiano foi agredido por torcedores do Santos, vindo a falecer. E olhe que ele nem estava indo ao estádio para assistir a partida.

Vemos que a rivalidade esportiva é um simples pretexto para as agressões, e não se toma nenhuma providência para eliminar estes bandidos do futebol no país. Uma das propostas da Polícia Militar é obrigar estes torcedores a ficar assistindo palestras durante as partidas de seu clube na cidade, alegando que seria um castigo merecido.

Eu sou totalmente contra esta medida, acho que deveriam agir no Brasil como fizeram na Inglaterra na época dos holligans, quanto o país tomou medidas drásticas e eliminou estes grupos, dentro e fora dos estádios. Quando estes agressores forem identificados, que haja uma proibição definitiva para que eles nunca mais possam assistir qualquer partida de futebol pelo resto de suas vidas, pois estas medidas radicais tem um efeito imediato.

Desde a morte do torcedor do São Paulo, em uma partida pelo Campeonato Paulista, que a violência se tornou rotina dentro e fora dos estádios. No Nordeste, conseguiram até jogar um vaso sanitário num torcedor que também veio a óbito, e não se tomou nenhuma providência até o momento, só ficam protelando penalidades, mas nenhuma ação concreta.

Na Inglaterra, em vez de tentar conter os baderneiros, a polícia passou a identificá-los previamente, os times instalaram sistema de monitoramento, e assim que era localizado, o baderneiro era retirado do estádio. Lá, o torcedor que é pego brigando recebe uma ordem de banimento de futebol, é obrigado a ficar de três a dez anos afastado do estádio. Quem descumpre a lei é preso e processado, ou seja, é só cumprir a lei.

É importante que a CBF, junto com o Ministério Público, promova um encontro e comece a tomar medidas drásticas para que o futebol não perca a sua essência, como tem acontecido com a população no Rio de Janeiro.
 
LEMBRANÇAS
Garil foi um dos grandes talentos do futebol amador ipatinguense, que durante muitos anos defendeu o Caravelas com maestria, marcando uma grande fase do nosso futebol.
 
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