06 de março, de 2018 | 15:24
Críticas sem razão
Vejo nas redes sociais muitas críticas ao técnico Eugênio Souza, do Ipatinga, com a alegação de que o time não vem correspondendo, ou que o time está mal escalado. E é uma crítica injusta, pois após ser campeão da terceira divisão, conseguir manter a base da equipe e ainda contar com novas contratações, o treinador vem buscando montar um padrão para a equipe e tem conseguido dar uma movimentação ao time.O torcedor também tem que entender que esta divisão é muito mais difícil do que a elite, pois as equipes se prepararam para buscar o acesso à primeira divisão e não há nenhuma partida fácil.
De forma descabida, é comum, diante de um resultado negativo ou mesmo da vitória, que é o que todo torcedor quer, vermos gente pedindo a cabeça do treinador, que tem feito um bom trabalho no Ipatinga e com certeza busca sempre as vitórias, mesmo diante das dificuldades.
Que o treinador possa ter tranquilidade para trabalhar, e nenhum fantasma de demissão esteja próximo de um treinador sério, competente, que vem trabalho com responsabilidade.
GRANDE VITÓRIA
Parabéns ao Ipatinga pela grande vitória sobre o Nacional de Muriaé. Depois de estar perdendo no primeiro tempo, por 2x0, conseguiu uma virada sensacional (3x2) e entrou no G-4. E agora parte para buscar mais uma vitória e se aproximar da liderança do campeonato. Parabéns a todo o time, principalmente ao treinador Eugênio Souza, que soube trabalhar a equipe no vestiário e voltou para o segundo tempo do jogo com mais qualidade.
MAIS VIOLÊNCIA
O futebol brasileiro continua perdendo para a violência gratuita entre torcedores de equipes rivais. E nada vai mudar, passando a ser mais um assassinato nas estatísticas da violência no país. Desta vez, a vítima foi um torcedor do Santos, chamado Danilo, de apenas 30 anos, que foi agredido de forma covarde e acabou morto.
A polícia prendeu 11 pessoas e um adolescente, que vão responder por homicídio qualificado. Mas este tipo de violência no país não irá acabar por falta de vontade daqueles que têm o poder de mobilizar a justiça e eliminar todos estes torcedores que vão a campo para provocar a violência gratuita e matar as pessoas, pelo simples prazer.
Não vejo outra solução que não seja cadastrar todos os torcedores que frequentam os estádios, começar a eliminar aqueles que só fazem baderna e, de forma definitiva, não permitir NUNCA MAIS que eles estejam presentes em qualquer estádio do país.
Parece que os dirigentes têm prazer de ver tantas mortes não tomam nenhuma providência para que isto termine de forma definitiva. Não é possível se acostumar com esta violência e não tomar nenhuma atitude para eliminá-la e colocar o futebol brasileiro em outro patamar. Infelizmente o torcedor santista será apenas mais um, na triste estatísticas de crimes sem solução e sem punição pelo Brasil.
ESPANCADOR
O ódio está presente em todos os setores da sociedade. No futebol, um dos berços desta violência gratuita, não poderia ser diferente. Após cenas explícitas de covardia em uma partida do futebol estadual do Mato Grosso do Sul, quando agrediu violentamente uma pessoa à beira do campo, Jéferson Reis (Operário) foi punido por apenas doze jogos de suspensão, pena que deveria e poderia ser mais rigorosa, para servir de exemplo.
O ser humano perdeu a noção do que é viver em sociedade. Qualquer situação é motivo para o ódio explodir e alguém sair agredindo outras pessoas. E o mais interessante é que o gandula agredido, Tadeu Francisco Kutter Júnior, foi suspenso por 30 dias. Ou seja, foi agredido de forma covarde e ainda acabou suspenso. Vá entender uma situação desta no futebol brasileiro.
TREINADOR SEM NOÇÃO
No estádio Joia da Princesa, na cidade de Feira de Santana (BA), houve uma situação que merece reflexão: o treinador Quintino Barbosa, do Bahia de Feira, foi expulso da partida porque deu uma solada em um jogador do Atlântico. Uma atitude condenável, ainda mais sendo praticada por quem tem a obrigação de manter o equilíbrio de seus jogadores dentro do campo de jogo. Mas isto é o retrato da violência que impera no país.
LEMBRANÇAS
Do tempo que o futebol nos permitia ir com as nossas famílias a campo, sem correr o risco de acabar assassinado por torcedores que não tem nenhum outro propósito senão incitar a violência e achar que matar é tão simples quanto viver a paixão por um clube.
[email protected].
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]










